Brasília – O estudante da UnB, Marcelo Valle Silveira Mello, 20 anos, responsável pela retirada do ar, da Agência Afropress, tem o perfil padrão de um jovem de classe média das Asas Norte e Sul, Plano Piloto de Brasília. Ele foi aluno de Ciências da Computação na Universidade Católica, antes de ser aprovado no Vestibular do Curso de Letras (Japonês) da Universidade de Brasília, é apaixonado por computadores e a agressividade racista tem um perfil exibicionista: conforme demonstram os e-mails com ameaças ele gosta de exibir seu poder como pretenso hacker.

Nas mensagens racistas que tem postado na comunidade do Orkut é particularmente virulento no ataque as ações afirmativas adotadas pelas Universidades. Numa dessas mensagens afirma. “Já não basta preto roubando dinheiro, agora rouba vagas nas Universidades. O que mais vão roubar depois?”.

Em outras chama os negros e os africanos de “macacos subdesenvolvidos”: “Ficam aí pagando o pau da África, aquele bando de macacos subdesenvolvidos, querendo atribuir valor a “essa cultura” negra que só tem músicas sem sentido e toscas, que não fazem mais que promover orgias sexuais… pagando pau daquele preto das palavras dos Palmares… bah” A ira do estudante contra a Afropress, segundo o próprio assume, ocorreu porque no dia 15/07, revelamos seu nome por inteiro em matéria que o identifica como o quinto acusado nas investigações desenvolvidas pelo Ministério Público de S. Paulo (Investigação identifica o quinto acusado – Afropress).

O promotor de Brasília, Marcos Antonio Julião, deve encaminhar ainda esta semana a denúncia formal contra o estudante, após a apreensão dos computadores e disquetes. O ouvidor da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) Luiz Antonio Martins da Silva, disse que vai acompanhar a denúncia e posterior processo na Justiça de Brasília. Segundo Silva, a medida de apreensão dos computadores e disquetes e posterior processo terá, no mínimo, “um caráter pedagógico”

Da Redacao