S. Paulo – “Senti uma energia muito boa. Eu não estou sozinho nessa luta”. A afirmação foi feita por Alexandre Fernandes da Silva, o viúvo da assistente de serviços gerais, Cláudia Silva Ferreira, morta e arrastada na favela da Congonha, em Madureira, por uma viatura da Polícia do Rio no dia 16 de março passado, ao participar do ato de protesto “Paixão de Cláudia” realizado nesta Sexta-feira Santa por ativistas do movimento cultural e de mulheres negras de S. Paulo. (veja matéria https://www.afropress.com/post.asp?id=16563).

Alexandre contou ter recebido um telefonema dos organizadores do ato durante a semana e não pensou duas vezes: “Eu recebi o telefonema de uma estranha me convidando, mas a energia era tão positiva que quando cheguei em S. Paulo a gente nem precisou se procurar. Quando desci do ônibus um sorriu para o outro. Vim com a cara e a coragem”, afirmou.

Ele enfatizou a importância de manifestações como a realizada em S. Paulo: “Esses atos estão me dando força para seguir lutando. Esse é o primeiro grande ato que consigo participar depois do dia 16 de março. A gente precisa de conscientização das autoridades com relação a violência da Polícia no Rio de Janeiro”, finalizou.

Logo após a manifestação, Alexandre tomou o ônibus de volta para o Rio. Os quatro filhos que teve com Cláudia e os outros quatro sobrinhos, que ambos criavam, estão agora todos sob os seus cuidados.

Embora cansado ele disse que não vai desistir enquanto  não houver a punição dos responsáveis pela morte da mulher. “Eu só quero que eles paguem pelo que aconteceu”, afirmou.

Crédito da foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo

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