Washington/EUA – Enquanto no Brasil projeto que cria o Feriado Nacional em homenagem a Zumbi dos Palmares, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), dorme nas gavetas do Congresso, esta segunda-feira (21/01) foi Feriado Nacional – o Martin Luther King Day -, em homenagem ao líder e ativista negro, o pastor batista Martin Luther King Jr.
O Dia de Martin Luther King transformou-se em feriado nacional desde 1.986, quando se passou a reservar a terceira segunda-feira do mês de janeiro – data próxima ao aniversário do líder negro. A data é um dos três feriados nacionais dos Estados Unidos em homenagem a uma pessoa.
Biografia
Luther King Jr. Nasceu em 15 de janeiro de 1.929, em Atlanta, Geórgia, filho de Martin Luther King (pai) e Alberta Williams King . Foi pastor e ativista político pertencente a Igreja Batista tornou-se um dos líderes do movimento dos direitos civis (para negros e mulheres, principalmente) nos EUA e no mundo, através de uma campanha de não violência.
King foi a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz, em 1.964, pouco antes de ser assassinado. Seu discurso mais famoso proferido na Marcha para Washington, em 1.963 – Eu tenho um Sonho – foi um marco da luta por igualdade nos EUA e em todo o mundo.
Em 1955 recebeu um PhD em Teologia Sistemática pela Universidade de Boston, razão pela qual muitos se referem à ele como Doutor Martin Luther King.
Luther King se casou com Coretta Scott King, com quem teve quarto filhos:Yolanda Denise King, Martin Luther King (neto),Dexter Scott King e Bernice Albertine King. Todos os quatro filhos de King seguiram os passos do pai como ativistas de direitos civis, apesar de que opiniões e crenças sejam bastante diferentes entre eles.
O Não
Em 1955, Rosa Parks, uma mulher negra, se negou a dar seu lugar em um ônibus para uma mulher branca e foi presa. Os líderes negros da cidade organizaram um boicote aos ônibus de Montgomery para protestar contra a segregação racial em vigor no transporte. Durante a campanha de 381 dias, co-liderada por King, muitas ameaças foram feitas contra a sua vida, foi preso e viu sua casa ser atacada. O boicote foi encerrado com a decisão da Suprema Corte Americana em tornar ilegal a segregação em transporte público.
King era seguidor das idéias de desobediência civil não-violenta preconizadas por Gandhi e aplicava essas idéias nos protestos. King acertadamente previu que manifestações organizadas e não-violentas contra o sistema de segregação predominante no sul dos EUA, atacadas de modo violento por autoridades racistas e com ampla cobertura da mídia, iriam criar uma opinião pública favorável ao cumprimento dos direitos civis; e essa foi a ação fundamental que fez do debate acerca dos direitos civis o principal assunto político nos EUA a partir do começo da década de 1960.
Em 14 de outubro de 1964 King se tornou a pessoa mais jovem a receber o Nobel da Paz, que lhe foi outorgado em reconhecimento à sua liderança na resistência não-violenta e pelo fim do preconceito racial nos Estados Unidos.
Martin Luther King era odiado por muitos segregacionistas do sul, o que culminou em seu assassinato no dia 4 de abril de 1968, momentos antes de uma marcha, num hotel da cidade de Memphis. James Earl Ray confessou o crime, mas anos depois repudiou sua confissão. A viúva de King, Coretta Scott King, junto com o restante da família do líder, venceu um processo civil contra Loyd Jowers, um homem que armou um escândalo ao dizer que lhe tinham oferecido 100 mil dólares pelo assassinato de King.
Em 1986 foi estabelecido um feriado nacional nos EUA para homenagear Martin Luther King, o chamado Dia de Martin Luther King – sempre na terceira segunda-feira do mês de janeiro. Em 1993, pela primeira vez, o feriado foi cumprido em todos os estados do país.

Da Redacao