Frankfurt – Com um gol de Thierry Henry, a França venceu por 1 a 0 mandando o Brasil de volta prá casa e encerrando o sonho do hexa. Na verdade, o Brasil não apareceu em campo: apático, sem criatividade nem motivação e aparentando estar em um treino, o time viu a França, sob o comando de Zidane, dá um passeio. O placar poderia ter sido até maior em favor da França.
O gol francês saiu aos 12min do 2º tempo, com Zidane cobrando uma falta da esquerda e Henry aparecendo livre para marcar. O time brasileiro foi medíocre do começo ao fim e das estrelas que chegaram a Alemanha esbanjando favoritismo, apenas Lúcio e Juan, justificaram a fama. Os dois laterais – Cafu e Roberto Carlos – velhos e cansados não jogaram. Ronaldinho – eleito por duas vezes pela Fifa o melhor do mundo – foi uma sombra do jogador criativo e brilhante.
Zé Roberto ciscou o tempo inteiro para os lados. E Ronaldo e Kaká pareciam não estar disputando uma vaga nas quartas de final.
Só com a entrada de Robinho faltando apenas 15 minutos para terminar o jogo, e de Cicinho, após os 30 minutos, a seleção lembrou que disputava uma partida de Copa do Mundo. No banco um retrato do time: um Parreira, com a carranca de sempre, passivamente assistindo o passeio francês.
No segundo tempo, Adriano entrou no lugar de Juninho Pernambucano, que também nada fez, e Robinho e Cicinho, entraram respectivamente nos lugares de Kaká e Cafu. Na abertura da partida, antes dos hinos nacionais, os dois capitães – Cafu e Zidane – leram declaração da Fifa comprometendo-se com o combate ao racismo e uma enorme faixa foi estendida no centro do campo: “Say no to racism” (Diga não ao racismo).
Os times da França e do Brasil, que entraram em campo foram majoritariamente formados por negros. Enquanto, no Brasil, dos 11 jogadores, oito são afro-brasileiros (apenas Lúcio, Juninho e Kaká, são brancos), na França dos 11 titulares, além de Zidane, que tem ascendência argelina, sete são negros. Destes, quatro nasceram na França. Thuram e Malouda são, respectivamente, de Guadalupe e Guiana Francesa, colônias do país. Makelele (Congo) e Vieira (Senegal) são de famílias de imigrantes.
O time que enfrentou o Brasil em 1.998 tinha apenas três negros (Thuram, Desailly e Karenbeu), o que irritou o líder xenófobo da direita francesa, Le Pen, segundo quem “a França não se reconhece nesse time”.

Da Redacao