S. Paulo – Cotas raciais já!, nas Universidades públicas do Estado e nos concursos de acesso ao serviço público e nos cargos de confiança da administração pública, nos concursos para juízes e preenchimento de cargos no Ministério Público. Estas são as reivindicações da Frente de Lutas Pró-Cotas Raciais no Estado de S. Paulo, no abaixo-assinado lançado esta semana em Audiência Pública na Assembléia Legislativa.
A Frente, que reúne mais de 70 entidades dos movimentos negro, estudantil e popular também quer que a Assembléia Legislativa aprove os projetos prevendo a adoção de ações afirmativas nos diversos setores e, especialmente, cotas na USP, Uniesp e Unicamp – as três mantidas pelo Estado.
A proposta é tornar o abaixo-assinado um veículo de mobilização e de união de todos os que lutam por ações afirmativas e cotas no Estado. “São Paulo é o Estado com maior população negra do Brasil, com cerca de 14,5 milhões de afro-brasileiros/as, que tiveram seus antepassados escravizados – em torno de 34,6% da população de 42 milhões de paulistas, de acordo com o IBGE. Só na Capital, são 4 milhões de negros/as”, afirmam os organizadores do movimento.
Eles lembram que os indicadores socioeconômicos apontam que negros ganham menos para as mesmas funções, padecem das piores condições de vida e moradia e estão ausentes dos espaços políticos e da representação do poder.
“Tal situação beira a barbárie quando se observa que as condições mulheres negras, duplamente vitimadas por conta do machismo. Ao mesmo tempo essa mesma população, em especial a juventude, é vítima da política de segurança pública do Estado, que encarcera, tortura e mata numa proporção de 3 por 1, se comparadas as vítimas não negras”, acrescenta o documento.
Segundo as lideranças da Frente, o Abaixo-Assinado com milhares de assinaturas deverá ser entregue numa manifestação monstro no dia 20 de Novembro – Dia Nacional da Consciência Negra.

Da Redacao