Rio – Contrariando reivindicação da Comunidade remanescente de Quilombo da Ilha da Marambaia, no Rio, o ministro Edson Santos, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), disse que a posição do Governo é de que cada família tenha o título da posse da área em que vive, por meio da concessão de uso.
A posição foi anunciada em visita do ministro à Ilha, no início deste mês, e está sendo denunciada como um retrocesso pela comunidade. “A comunidade quilombola da Ilha da Marambaia luta para ter o direito à propriedade coletiva do território que ocupa, segundo o artigo 68 da Constituição Federal, e não pela posse individual. Isso vai contra a nossa tradição. As pedras, a mata, as nascentes são parte do nosso modo de vida e, de acordo com o direito das comunidades tradicionais, não podem ser excluídos de nosso território”, afirma Vânia Guerra, da Associação de Remanescentes de Quilombo da Ilha de Marambaia.
Na visita feita, o ministro estava acompanhado por oficiais da Marinha e por militares e a comunidade foi avisada às pressas, sem tempo de se mobilizar para o encontro.

Da Redacao