Brasília – Ao contrário da posição adotada para as Universidades, em que passou a falar de “cotas sociais”, o Governo quer adotar cotas para negros e indígenas nas Escolas Técnicas Federais, de acordo com Projeto de Lei que aguarda votação no Congresso.
O objetivo é diminuir a elitização do ensino técnico que tem algumas das melhores escolas de nível médio do país. Se for aprovado o sistema, as cotas passam valer apenas no sistema federal, com a reserva de 50% das vagas para alunos que tenham cursado integralmente a rede pública e uma sub-cota para negros e indígenas de acordo com a porcentagem dessa população em cada Estado.
O Brasil tem 705 mil alunos fazendo ensino técnico, porém, apenas 83.610 estão nas Escolas Federais como CEFETs e Escolas Técnicas Federais (ETFs). No total são 167 escolas mantidas pela União e 5.009 mantidas pelos Estados.
No último Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) os alunos dos Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs) tiveram algumas das melhores notas do País. Os CEFETs do Ceará, Paraná, Santa Catarina e Roraima, por exemplo, foram os primeiros colocados comparados a todas as escolas de ensino médio de seus Estados.
Em 18 dos 22 Estados onde há Escolas Técnicas Federais, elas estão entre as dez melhores nos rankings do ENEM. O desempenho pode ser justificado pelo forte investimento em capacitação de professores e estrutura.

Da Redacao