Luanda/Angola – O Governo de Angola tomou uma decisão drástica: suspendeu as atividades da Igreja Universal do Reino de Deus no país e interditou os cultos e demais atividades de outras seis igrejas evangélicas não legalizadas. A decisão foi tornada pública no último sábado, dia 02, pela Agência Pública de Notícias de Portugal (Lusa).

A suspensão das atividades da Universal, cujo fundador e dirigente máximo é o bispo Edir Macedo, também dono da Rede Record de Televisão, foi determinada por uma Comissão de Inquérito nomeada pelo presidente José Eduardo dos Santos. A Comissão responsabiliza a Igreja pela morte de 16 pessoas, por asfixia e esmagamento, em um culto realizado no Estádio Cidadela, em Luanda, no dia 31 de dezembro de 2012.

No culto denominado “Vigília do Dia do Fim”, com a presença de dezenas de milhares de pessoas (lotação muito acima da autorizada para o Estádio) 16 pessoas morreram pisoteadas. A Comissão de Inquérito concluiu que as mortes aconteceram devido à superlotação no interior e exterior do Estádio, causada por “publicidade enganosa”.

Poucos dias antes, a Igreja espalhou por Luanda propaganda convidando a todos a “dar um fim a todos os problemas: doença, miséria, desemprego, feitiçaria, inveja, problemas na família, separação, dívidas".

Crime e engano

Segundo a Comissão, criada após a tragédia pelo Presidente José Eduardo dos Santos, (foto) a publicidade criou nos fiéis “uma enorme expectativa de verem resolvidos os seus problemas”. Para a Comissão a estratégia de marketing para divulgar o evento foi “criminosa e enganosa". A Universal também é acusada de não ter suspendido a cerimônia, mesmo depois de ter tido conhecimento da existência de vítimas fatais.

As outras seis Igrejas que tiveram os cultos interditados são: a Mundial do Poder de Deus, Mundial do Reino de Deus, Mundial Renovada e Igreja Evangélica Pentecostal Nova Jerusalém.

 

Da Redacao