S. Paulo – O atacante Grafite, do S. Paulo, desistiu de assinar a queixa-crime, que transformaria a ação cível em processo penal contra Desábato, o jogador argentino do Quilmes, acusado de racismo, episódio que acabou resultando em sua prisão no jogo da Taça Libertadores, no Morumbi, no dia 13 de abril passado. A informação é da assessoria de imprensa do atleta.
O jogador S. Paulo acusou o argentino de tê-lo chamado de “negro de merda”. O Secretário de Segurança de S. Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, que assistia o jogo ficou indignado com o episódio, ressaltado pelos comentários do comentarista da Globo Galvão Bueno e determinou que um delegado para dar ordem de prisão ao atleta do Quilmes no final da partida. Por causa disso, o atleta permaneceu preso em um Distrito Policial por 36 horas, caso que teve repercussão internacional e quase gera uma crise diplomática.
Esta semana o jogador do S. Paulo, em entrevista a TV Gazeta, já havia antecipado a decisão. “Não vou entrar com queixa. É uma página virada na minha vida, ele já pagou o bastante pelo que fez”, afirmou.
No programa em que anunciou a desistência Grafite falou em pedir desculpas ao laterial direito Baiano, que passou a sofrer hostilidades do Boca Juniors depois do episódio da prisão do argentino. Segundo Baiano, que retornou ao Palmeiras, sua permanência na Argentina ficou insustentável e as ofensas racistas teriam motivado a sua volta.
O jogador foi inclusive expulso no último jogo com o Corinthians, por ter chutado uma bola no argentino Carlito Tevez numa confusão que envolveu metade dos atletas dos dois times.

Da Redacao