São Paulo – A região metropolitana de S. Paulo, a maior metrópole da América Latina, tem uma forte presença indígena, que só agora começa a ser conhecida com a revelação dos dados do Censo do IBGE e estudos de antropólogos: cerca de 30 mil indígenas de várias etnias convivem na metrópole, quase todos habitando favelas e áreas de exclusão social, cultural e econômica.
No Grande ABC, por exemplo, são 3.800, sendo que em S. Bernardo oito Nações resistem ao genocídio praticado desde 1.500 contra os povos indígenas. São etnias como Guarani, Pankararu, Tuxá, Fulniô, entre outros, de acordo com pesquisas de Marcos Aguiar, da Ong Opção Brasil. Mas também há os Cinta Larga, Kapinawá, espalhados por bairros da periferia como Planalto e Riacho Grande, Montanhão, Alvarenga e dos Casa, Núcleo Santa Cruz e Ferrazópolis.
Na Capital, os Pankararus – povo a quem pertence Maria das Dores Pankararu, a primeira indígena no Brasil a conseguir um título de doutora – vivem na favela Real Parque, próxima ao Morumbi, zona sul de S. Paulo. Há vários Pankararus estudando e alguns cursam a PUC S. Paulo graças a programas de bolsas de estudo.

Da Redacao