S. Paulo – O Secretário de Justiça e Defesa da Cidadania, Hédio Silva Jr., disse neste sábado (24/09), ao encerrar Seminário sobre Diversidade, em Araras, interior de S. Paulo, que apóia a realização da Marcha Zumbi + 10 no dia 16 de novembro. “Vamos todos a Brasília no dia 16 de novembro”, conclamou.
Segundo ele, os setores que estão defendendo o 16 como à data para o protesto que deve parar Brasília, em novembro, “são os mais responsáveis e sérios” do Movimento Negro.
A data do protesto opõe, de um lado, entidades mais próximas de partidos da base do Governo Lula – como a UNEGRO, CONEN, MNU e sindicatos ligados à CUT, que apóiam o dia 22/11 – e setores e organizações que defendem autonomia do movimento em relação ao Governo e aos Partidos.
No final do Seminário, iniciado sexta-feira, que reuniu educadores e ativistas de Araras e de outras cidades do interior de S. Paulo, como Limeira, Leme e Ribeirão Preto, Silva Jr., disse que seu apoio a Marcha “não é institucional e sim pessoal”. A afirmação foi feita ao ser questionado sobre o tipo de apoio que a Secretaria de Justiça daria à manifestação.
O coordenador editorial do jornal Irohin e articulador nacional da Marcha no dia 16/11, Edson Cardoso participou do Seminário, promovido pelo Conselho da Comunidade Negra de Araras e que também contou com a presença de Elisa Lucas Rodrigues, presidente do Conselho da Comunidade Negra do Estado. Cardoso lembrou o papel de Hédio como militante e ativista da Marcha Zumbi pela Cidadania e pela Vida, realizada em 1.995. “A Marcha que estamos construindo deverá acelerar o processo de conquista da cidadania para a população negra e terá uma forte influência no processo eleitoral do ano que vem, pois terá um impacto positivo nas agendas eleitorais”, afirmou.
Ele disse que não pretende alimentar polêmica com a UNEGRO, CONEN, MNU e sindicatos ligados à CUT que, em sua opinião, apenas pretendem confundir a militância e a população negra. Lembrou que a data do dia 16 está marcada há pelo menos dois anos e acusou esses grupos de pretenderem esvaziar o conteúdo autônomo da manifestação em Brasília. “Eles marcaram outra data apenas para confundir”, afirmou.
Ribeirão Preto na Marcha – O Seminário de Araras também reuniu ativistas e militantes de outras cidades do interior como Limeira, Leme e Ribeirão Preto, que também defendem a realização do protesto no dia 16 de novembro. Segundo Paulo César Pereira de Oliveira, dirigente do Centro Cultural Órunmila, e André Justino Neto, da Ação Comunitária Memória Viva, ambos de Ribeirão, na cidade os defensores da Marcha no dia 22 “não tem liderança pra encher um ônibus”. “Pra dizer a verdade, não tem liderança pra encher nem um fusquinha”, acrescentou Oliveira, que promete levar cinco onibus lotados para a Marcha.

Da Redacao