Ribeirão Preto – Sacerdotes e sacerdotisas de religiões de matriz africana continuam criticando a decisão da Ong Afrobras de homenagear a Rede Record, entregando a medalha do Mérito Afro-Brasileira, ao presidente da emissora Alexandre Raposo. Entidades Negras como INTECAB, o CEERT e o Ministério Público Federal movem ação contra a emissora exigindo direito de resposta nas emissoras Record e TV Mulher, que fazem perseguição sistemática às religiões de matriz africana.
Repercutindo entrevista a Afropress do Pai Francelino de Shapanan, o sacerdote tradicionalista Yorubá, Elemoso Paulo César Pereira de Oliveira, presidente do Centro Cultural Orunmila, de Ribeirão Preto, considerou infeliz a idéia da homenagem, para ele “uma traição” a postura militante e comprometida com o combate ao racismo e a discriminação de entidades e pessoas como a do ex-Secretário da Justiça Hédio Silva Jr. Ele acrescentou que a homenagem “desqualifica a Afrobras como interlocutora do povo negro”.
Há uma semana, a Afropress encaminhou pedido de entrevista ao presidente da Afrobras, José Vicente, porém, não teve resposta. Anteriormente, Vicente já havia se recusado a comentar a entrevista de Pai Francelino.
“Comungamos com Baba Francelino a opinião de que houve um grande equívoco, ou total descompromisso com a realidade do povo negro que nós sacerdotes e militantes negros só podemos repudiar”, concluiu Paulo César.

Da Redacao