S. Paulo – Com a abertura de Inquérito Policial na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI), que investiga ofensas racistas ao músico Raphael Lopes, e mais investigação da Comissão Processante da Secretaria de Justiça com base na Lei 14.187/2010, que pune crime de discriminação na esfera administrativa – Luiz França, o idealizador do “Proibidão”, decidiu encerrar o stand-up racista.
“A gente está sofrendo pressão de vários lados. Vamos dar um tempo e talvez voltemos em outro lugar”, anunciou França e um dos sócios da Kitsch Club, a casa noturna da Vila Mariana.
França deverá intimado no Inquérito Policial que apura o caso, juntamente com os sócios da casa, e os humoristas Felipe Hamachi, Marcelo Marrom e Danilo Gentili – o primeiro por ter, na primeira apresentação, chamado o músico de “macaco”, e os dois últimos por terem endossado a mesma piada ofensiva.
Além das investigações na esfera criminal e administrativa, todos ainda deverão ser alvo de ação de indenização por danos morais que será movida pelo músico.

Da Redacao