A Caminhada é organizada pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN), com saída prevista às 9h do Busto de Mãe Runhó, recentemente inaugurado pelo atual Secretário Executivo da Cultura, Juca Ferreira, e chegada às 12:30h no Dique do Tororó.
Estarão presentes diversos representantes da comunidade negra, de entidades sócio-culturais, lideranças religiosas como Babalorixás e Ialorixás de Terreiros de Salvador e interior do estado. Este ano, a coordenação da Caminhada mobilizou lideranças de municípios como Alagoinhas, Ilha de Itaparica, Camaçari, Maragogipe, Cachoeira, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Cruz das Almas bem como autoridades religiosas de vários estados do Brasil, dentre outros. No mesmo dia, haverá apresentações culturais de Afoxés, Hip-Hop e Grafite, além de uma feira, no estacionamento localizado em frente ao Dique, próximo à Fonte Nova, onde serão comercializados artesanatos e comidas típicas. Além da Caminhada, o CEN organiza também o seminário Juventude Negra e Resistência Religiosa no Séc. XXI nos dias 17 e 18 de novembro de 9 às 18h no Teatro Gregório de Matos. O evento discutirá a importância da preservação e valorização das religiões africanas, e o incentivo à realização de caminhadas do povo de Candomblé em todo o Brasil. Estarão presentes educadores, advogados, sociólogos, antropólogos, líderes religiosos de diversos segmentos e artistas de todo Brasil ocorrerá também uma Homenagem à repórter Cleidiane Ramos, jornalista do Jornal À Tarde, pelas diversas matérias de ação afirmativa escritas no jornal de maior circulação do Norte / Nordeste. A jornalista receberá na Câmara de Vereadores, no dia 17 de novembro de 2006, o título de Cidadã Soteropolitana. Após a cerimônia, acontecerá à noite de autógrafos para o lançamento do livro escrito pela homenageada que reúne diversas reportagens feitas sobre o povo de santo durante os seus anos de trabalho.
O CEN é uma entidade que agrega, hoje, 112 instituições, entre terreiros de candomblé, associações culturais, associações de moradores, blocos afros, afoxés e grupos de percussão e Hip-Hop do estado. Com um ano de existência, o Coletivo conseguiu realizar ações de melhorias sociais em diversas comunidades da cidade, promovendo a inclusão de negros e negras em seis cidades da Bahia e cinco estados brasileiros onde está presente.

Texto: Luciane Reis – Assessoria de Comunicação – Instituto Mídia Étnica