O reverendo Al Sharpton, que abriu o protesto no lado norte do Central Park, liderou os manifestantes por mais de 20 quarteirões até a residência do prefeito Michael Blomberg.
“Você não pode roubar os meus direitos civis, roubar minhas liberdades civis, roubar minha presunção de inocência e me dizer que está fazendo isso para o meu próprio bem”, discursou Sharpton, sendo muito aplaudido.
A Marcha também lembrou a “Parada Silenciosa”, que ocorreu em 1.917, em Nova York, um protesto por linchamentos de negros ocorridos em St. Louis, no Missouri (Sul). À época, os linchamentos de negros ocorriam com frequência.
Políticos novaiorquinos tem criticado duramente o prefeito Blomberg, acusando-o de que a adoção da abordagem “Stop and frisk”, é dirigida aos jovens negros e latinos, que são os alvos potenciais da Polícia.
O prefeito passou o dia dos pais na cidade (celebrado aqui nos EUA no terceiro domingo de Junho) defendendo o “Stop”, para um grupo da comunidade, numa Igreja do Brooklin. “Nóss não vamos escolher entre segurança e civilidade”, disse para uma platéia de mais de mil pessoas, que o aplaudiram de pé.
Blomberg sabe que jovens inocentes são parados rotineiramente pela Polícia, e que em alguns casos policiais até se excedem e praticam abusos, algo que ele prometeu coibir. Porém, enfatiza que o Programa trouxe benefícios à cidade.
“Não há duvida de que as paradas feitas pelos policiais salvaram vidas,” disse, acrescentando que, na última década a criminalidade em Nova York foi reduzida em 34%. “Nós somos a cidade mais segura dos EUA, mas certamente não estamos seguros o suficiente”, finalizou, em entrevistas à Imprensa.

Edson Cadette