Não chega a ser surpresa que as roupas dos Yankees sejam usadas, tanto por aqueles que obedecem a lei, como por aqueles que a transgridem. Os Yankees são uma das franquias mais famosas do mundo e sua mercadoria está amplamente disponível em todas as lojas de material esportivo espalhadas pelo país, e, é claro, também no mundo virtual da internet.
O boné e as roupas dos Yankees tem dominado as páginas de crimes nos jornais por tanto tempo que desafia uma simples explicação. Criminologistas, sociólogos, marqueteiros esportistas, e fans, em geral, tem suas próprias teorias.
Alguns atribuem a tendência a músicos do gênero musical “Gangsta Rap”. Um estilo de música que glorifica o enriquecimento ilícito, as drogas etc. Além do mais, os cantores tem um total desrespeito pelas mulheres, em geral. Outras teorias afirmam que os criminosos se identificam com a aura de poder, dinheiro e sucesso associada ao time de beisebol.
O boné dos Yankees teve mesmo papel crucial em alguns crimes. Em 2003, numa briga por causa de um boné desaparecido, um irmão se virou contra o outro. Na briga, um deles, um ex presidiário, não pensou duas vezes: esfaqueou e matou o outro.
Um criminologista afirma que a tendência poderia ser o resultado do que ele chamou de efeito JAY-Z, numa referência ao cantor e também empresário da música Rap. O músico JAY- Z tem usado o boné dos Yankees há anos. Nas capas do seus CDs e também nos seus vídeos.
Com isso, ajudou a tornar o boné um símbolo de moda, não só em todo o país, mas ao redor do mundo. “Eu tornei o boné dos Yankees mais famoso do que a próprio time poderia torná-lo”, diz a letra de um de seus sucessos.
O boné tem também um lugar distinto nos anais do crime. O homem que roubou mais bancos nos EUA usava um: Edwin Chamber Dodson, conhecido como o Bandido Yankees, roubou mais de 72 bancos na Califórnia entre os anos 80 e 90. Dodson era um fan do time.
“Nos fizemos de tudo para encanar este cara”, disse um ex agente do FBI aposentado, Wiliam J. Rehder. Rehder não só apelidou o bandido de Yankee, como também ajudou a prendê-lo. “Eu nunca entendi como ele tinha tanta sorte”, disse. “Eu certamente não atribuía nada ao boné, mas tenho certeza que o bandido o fazia”.
Ele, que é, atualmente, consultor de segurança em Los Angeles, gosta do time de beisebol do Dodgers, que – diga-se de passagem – era do bairro nova-iorquino do Brooklyn e antigo rival do Yankees até ser transferido para a Califórnia nos anos 50. Mas apesar de tudo isso, mantém um velho e usado boné dos Yankees no seu escritório, em sua casa. Rehde nunca o usa: o boné pertenceu ao bandido.
Caos em Detroit
Depois de ficar ilhado juntamente com a minha filha Núbia em Detroit por três dias, em conseqüência da forte nevasca que se abateu sobre Nova York fechando todos os aeroportos, cheguei à cidade no dia 27, isto depois de deixar São Paulo no dia 25 de dezembro à meia noite, horário local.
Fiquei surpreso com a ineficiência e também a má vontade de funcionários da companhia aérea Delta. Não justifica de maneira alguma o mau atendimento oferecido ao público que estava procurando uma maneira de chegar o mais rápido possível ao seu destino.
O descaso com que alguns funcionários tratavam passageiros ilhados no aeroporto de Detroit era gritante. Fomos informados de que a Delta não era responsável pelo transtorno que estávamos passando. O problema era a neve que atingia o lado leste do país.
Entretanto, isso não quer dizer que a companhia não tenha responsabilidade em ajudar da melhor maneira possível os passageiros com crianças, idosos, e também aqueles com deficiência física. Ficou nítido que ali, naquela confusão, era cada um por si e Deus por ninguém.
Para um país que se orgulha de ter sua economia praticamente baseada em serviços, foi triste saber que o nível de atendimento da Delta piorou muito.
Caos tambem em Nova York
Como se não bastasse o transtorno passado em Detroit, o caos que enfrentei em Nova York na última terça-feira, 28 de dezembro por causa da neve, era para fazer qualquer um entrar em total parafuso.
A situação do aeroporto era tão caótica que depois de esperar por mais de uma hora pela minha bagagem, com minha filha dormindo no seu carrinho de bebê, e sem qualquer informação por parte de funcionários, deixei o aeroporto depois de combinar com um motorista que aceitaria pagar US$ 60.00 para ser levado até minha casa, numa corrida em que normalmente pago US$ 40.00.
Se minhas férias na cidade de São Paulo foram de uma alegria ímpar, o mesmo não posso dizer da recepção, tanto em Detroit, quanto em Nova York. Espero que isso não seja um sinal de que o poderio dos EUA esteja com seus dias contados. Um sinal dos tempos.

Edson Cadette