A Broadway sempre atraiu celebridades da estatura de Chis Rock, mas sua aparição neste drama não tem o impacto da de Sean Combs, também conhecido como P. Diddy, na famosa peça “A raisin’ in the Sun”, em 2004.
Na época, para a felicidade de Combs e também do público em geral, ele estava sendo guiado por três soberbas mulheres – Philicia Rashad, Audra Macdonald e a belíssima e talentosa Sanah Lattan. Aliás, esta última está dando um show por aqui na peça “By The Way Meet Vera Starks”, onde interpreta uma atriz afro-americana do começo do século XX.
Para fazer esta transição de uma maneira menos traumática, Chris Rock está aprendendo, entre outras coisas, que a pessoa mais importante no tablado é seu parceiro. “Se as pessoas vierem para ver um show de comédia, elas certamente sairão decepcionadas.” Esta é uma produção com personagens grosseiros que falam palavrões, e são bem espertalhões. Há riso, com certeza, mas deriva da tragédia e hostilidade e não, necessariamente, do carisma de Rock”, disse o dramaturgo da produção, Adly Guirgis.
Freqüentemente, é possível ouvir a voz de Chris Rock, seja como o narrador de sua própria história no seriado “Everybody hates Chris”, que ficou no ar entre os anos de 2005 e 2009, ou na zebra Marty dos desenhos Madagascar. Aliás, o terceiro filme da série está sendo produzido este ano. “Desenho assim é um achado, um presente de Deus”, disse Chris Rock. “Alguém te oferece um trampo assim, de desenho animado, e te paga, você deve ter feito alguma coisa legal por aí”, acrescenta.
Para aqueles que pensam que o papel de um viciado será um grande desafio parar Rock se esquecem que, em 1991, ele fez o papel de uma “crackeiro” no filme “New Jack City”, no qual atuou junto com Wesley Snipes.
O personagem principal deste drama é somente uma parte da sua nova faceta de auto-promoção. Ele foi produtor do bem recebido documentário “Good Hair” de 2009. Ele também faz o papel do marido de uma escritora do periódico novaiorquino “Village Voice” no filme “2 Days in New York”, que será lançado ainda este ano. Além do mais, no momento está trabalhando com o eclético diretor Mike Nichols numa nova versão do clássico do diretor Akira Kurosawa chamado “High and Low”.
Rock não desistiu ainda do seu principal ganha pão, ou seja, a comédia de palco. Ele disse que planeja uma turnê pelo país dentro de poucos anos.
Viva Nova York
Apesar de ter composto diversas trilhas sonoras para vários filmes de sucesso em Hollywood, como “Born Free”(1966), “The Lion in the Winter”(1968), “Midnight Cowboy”(1969), “Out of Africa”(1985), e “Dances with the Wolves”(1990), entre outros, o compositor John Barry estará para sempre associado aos filmes do suave agente secreto 007, ou James Bond. Da mesma forma como Pelé estará para sempre associado ao SantosFutebol Clube, apesar de ter encerrado sua carreira jogando no “New York Cosmos”, de Nova York.
Barry colaborou em nada menos do que 11 trilhas sonoras para filmes como “From Russia with Love”(1963) e “The Living Daylights”(1987).
Entre os compositores que mais influenciaram seu estilo musical estão: Max Stern, Erich Korngold, e Bernard Hermann, este último o compositor favorito do mestre britânico, Alfred Hitchcock. Barry nasceu na Inglaterra, mais precisamente na cidade de York. Seu pai era dono de uma cadeia de cinemas no norte da Inglaterra, e logo cedo, ainda muito jovem, foi picado pela música.
Antes mesmo de tornar-se compositor em integral, ele havia estudado piano e tomado aulas de composição com Francis Jackson, o organista oficial em York. Ele também tocou trompete com bandas musicais, e durante o serviço militar com a banda do Exército inglês.
A origem do tema musical do filme James Bond é disputada por muitos, principalmente pelo compositor Mority Norman. Em 2001, Barry foi testemunha em um julgamento no qual havia entrado em acordo secreto com os produtores do filme para escrever o tema por um valor estipulado juntamente como Norman, cuja co-autoria Barry diz, é absolutamente irreal. Ficou, assim, com o total crédito do tema.
Quando não estava escrevendo temas para os filmes Bond, Barry compôs temas para os filmes: “The Tamarind seed”(1974), “The Day of the Locust”(1976),”Robin and Marian”(1976),”The Deep”(1977), “The Cotton Club”(1984), “Peggy Sue Got Married”(1986), e “Jagged Edge”(1985). Ele também escreveu a trilha Sonora para o grande fiasco de bilheteria, “Howard the Duck”(1986).
Tambem compôs o tema da famosa série de televisão dos anos 70 “The Persuaders”, com Tony Curtis e Roger Moore.
Aliás, esta era uma das minhas séries favoritas. Curtis no papel de um filisteu norte-americano, e Moore, um aristocrata inglês. Ambos trabalhando juntos para resolverem todos os tipos de crimes.
John Barry resolveu deixar a trilha sonora dos filmes Bond enquanto ela ainda tinha algum lastro musical. “Eu deixei depois de “The Living Daylights” em 1987,” ele disse ao periódico londrino “Sunday Express of London”, em 2006. Tinha esgotado todas as minhas ideias, feito todas as mudanças possíveis. Era uma fórmula que havia chegado ao final. O melhor já tinha sido feito pelo que eu tinha entendido. Ele faleceu recentemente aos 77 anos, aqui em Manhattan. R.I.P.
O título original do artigo é “O drama do comediante Chris Rock”.

Edson Cadette