Porém, temos que reconhecer, Obama não é somente mais um político. Sua formação nas melhores Universidades do país, Columbia, em Nova York, e Universidade Harvard, em Massachussetts, o prepararam para um papel de liderança. O que muita gente não esperava é que sem mesmo completar o primeiro mandato como senador, ele iria disputar, o cargo mais cobiçado do planeta.
O que parecia somente um sonho no começo de sua campanha há quase dois anos, está se tornando realidade. O caminho não tem sido fácil. Primeiro, foi uma dura campanha contra a senadora de Nova York, Hillary Clinton. Ela tentou por todas as maneiras derrubá-lo sem sucesso. Tentou mostrar ao país que Obama era uma pessoa inexperiente e pouco confiável, questionando até mesmo seu caráter por causa de suas associações no passado.
A primeira delas com seu mentor espiritual, o pastor Jeremiah Wright. Por causa de um vídeo que aparaceceu na internet onde o pastor e visto esbravejando vitupérios contra os EUA pelos males que o país causou à comunidade negra no passado. Por causa disto, Obama foi forçado a fazer um discurso, em que o racismo norte-americano foi o tema principal. Para muitos, o discurso foi um dos mais importantes que o país ouviu nestes últimos 50 anos.
Quando a associação com o pastor deixou de ter o efeito esperado, e Obama continuava firme na luta pela presidência, Hillary tentou associá-lo a um ex-radical da esquerda dos anos 60 chamado Bill Ayers. Ayres foi um dos fundadores de um grupo chamado “Weather Underground” que tinha como objetivo derrubar o governo. Nada disto deu certo. Obama acabou ganhando a nomeação pelo partido democrata para disputar a presidência.
O que seus adversários não contavam era com seu carisma e oratória. Sua oratória, intelecto e eloqüência começaram a atrair os jovens para seu campo. Percebendo isto, ele mudou a dinâmica da disputa eleitoral. Passando a mobilizar milhões de jovens na Internet. A contribuição para sua campanha atingiu proporções estratosféricas.
Entretanto, uma grande dúvida ainda pairava no ar. Teria Barack Obama finalmente ultrapassado o problema racial no pais? Teria chances de ganhar em Estados nos quais o fator racial ainda é muito forte? Afinal de contas, Barack Obama é fruto de uma relação inter-racial, de uma mãe agnóstica e um pai muçulmano. Não é o que poderíamos chamar de uma biografia “exemplar” para tornar-se presidente dos EUA.
Barack Obama e o senador John McCain fizeram três debates em rede nacional em Outubro, sendo o último deles “o vai ou racha” para o velho lobo do Arizona. É verdade que McCain saiu no ataque, tentando encurralar Obama contra a parede. Parecia até que poderia mudar o rumo das eleições.
Entretanto, após alguns minutos, Obama dissipou qualquer dúvida sobre sua capacidade. Ele não só foi mais uma vez eloqüente, como também persuadiu aqueles eleitores que ainda tinham uma certa dúvida a seu respeito no quesito controle emocional. Faltando menos de 15 dias para as eleições, Obama está com a faca e queijo na mão.
Dificilmente ele deixará escapar esta oportunidade histórica. O EUA e o resto do planeta aguardam ansioso o desenrolar desta eleição. O país que está em um transe há quatro anos, está prestes a despertar para um novo amanhecer. Aleluia!
OBAMETRO
 A campanha de Obama arrecadou US$150 milhões de dólares no mês de Setembro. O dobro arrecadado em Agosto.
 O ex-general do Estado Maior Das Forcas Armadas e ex-Secretario de Estado no Governo George W. Bush, Colin Powell apóia Obama. Ele anunciou seu apoio em rede nacional em uma cândida entrevista ao jornalista Tom Brokaw da rede de televisão NBC, no programa dominical “Meet The Press”.
 Recentemtne Obama esteve no Estado da Flórida para uma reunião sobre o futuro econômico do pais. Entre os presentes estavam a senadora Hillary Clinton (em campanha com Obama), Paul Vocker ex-presidente do Banco Central Norte Americano (FED), e também Eric Schmidt, o presidente do Google.

Edson Cadette