Manhattan, Nova York – Cory A. Booker tem 43 anos, nasceu em Washington, mas foi criado num dos ricos subúrbios de New Jersey chamado Harrington Park. Formado em Direito pela prestigiosa Universidade de Yale no Estado de Connecticut (Leste), ele foi tambem, durante três anos, estudante da Universidade Oxford, na Inglaterra, por meio do programa de bolsas conhecida conhecido como “Rhodes Scholarship”.

Quando decidiu iniciar sua carreira política em New Jersey, em 1998, ele fez questão de dormir 10 dias num local infestado de crackeiros e traficantes para mostrar o sério problema que se abatia sobre a cidade. Em 2006, Booker tornou-se o prefeito de Newark, uma das cidades mais violentas dos EUA e com alto índice de homicídios envolvendo membros da comunidade afro-americana.

Para muita gente em Newark, Booker está mais preocupado em se mostrar uma celebridade do que passar dias atrás de uma mesa de escritório na Prefeitura resolvendo os muitos problemas que afligem Newark.

Entre janeiro de 2011 e junho de 2012, de acordo com o jornal da cidade, o "Star-Ledger”, ele passou ¼ do seu tempo como prefeito misturando-se com celebridades, dando entrevistas à televisão e falando sobre seus dois livros e um documentário de sua autoria.

Até mesmo a apresentadora e atual dona de um canal de TV, Oprah Winfrey, se rendeu aos encantos do prefeito chamando-o de “Rock Star”. Booker, antes de ser eleito, prometeu revitalizar uma cidade que continua perdendo moradores, suas indústrias e sua esperança há mais de 45 anos, ou seja: desde os distúrbios raciais que quase a deixaram em ruínas.

Verdade seja dita, ele é completamente diferente de seu antecessor, o prefeito Sharpe James que ficou à frente da prefeitura por 20 anos, mas no final do seu último mandato acabou condenado por corrupção e passando dois anos recolhido à penitenciária.

“Há bastante frustração e desencanto”, disse o político Albert Coutinho, um democrata. “As pessoas sentem que o prefeito passa muito tempo fora da cidade e não foca nas suas funções diárias”, afirmou.

Booker se defende dizendo que por causa de seus conhecimentos e seus contactos a cidade recebeu mais de US$ 400 milhões em contribuições filantrópicas, incluindo-se a bagatela de US$ 100 milhões doada por um dos fundadores do Facebook, o jovem bilionário, Mark Zuckerberg, para as escolas públicas.”Nenhuma cidade teve este tipo de renovação na pior crise econômica desde os anos 50, na época dos distúrbios raciais”, ele disse.

Perguntado sobre as reclamações dos moradores e dos homens de negócios de que o lixo não estava sendo recolhido, prédios abandonados não estavam sendo própriamente tampados e o espaço público em estado precário, o prefeito mudou de assunto falando do novo sistema implementado na cidade que possibilita localizar melhor as áreas que precisam ser limpas da neve, e qual o departamento está pagando horas extras em demasia.

Booker convidou jornalistas para uma demostração do novo sistema. Porém, acabou cancelando por causa de um evento numa das livrarias em Nova York. Depois deste evento, ele fez um discurso num dos restaurantes chiques da cidade, o Cipriani, e depois foi a première de um filme no quartel general do Googles. Isto, é claro, foi acompanhado horas depois por seus mais de 1 milhão de seguidores no Twitter.

Viva Nova York

Reynold  C. Kerr é um senhor de cabelos brancos de 75 anos de idade. Ele é o curador do eclético Museu Reynold C. Kerr, localizado na ilha de Manhattan, a um quarteirão do Museu Metropolitano da cidade. É tambem escritor, e reverenciado revendedor de artes africanas.

Kerr tem um relacionamento com o continente africano há, pelo menos, 40 anos. Fui convidado há dias por Kerr para uma aula sobre história com ênfase na história da África. Por mais de duas horas ele pacientemente deu detalhes magníficos sobre o papel fundamental  que a civilização egípcia teve no desenvolvimento da matemática, e uma enorme contribuição para o que conhecemos hoje como Internet. Sim, o Egito faz parte do continente africano.

Para Kerr, a África é, sem dúvida, o berço da civilização. Ele gosta de chamar o continente de Mãe África. E claro que afirmações como esta fogem dos padrões de aprendizagem os quais muitos de nós alunos da escolas públicas da geração dos anos 70/80 fomos submetidos no Brasil, um pais que, até pouco tempo se via com mais coisas em comum com a Europa do que com o continente africano. Isto apesar de ter usado mais de 4 milhões de escravos africanos durante os mais 350 anos desta instituição nefasta para a construção do arcabouço do país.

A tarde que passei com Kerr ao lado de suas excepcionais obras de arte africanas não tem preço. Veio reforçar ainda mais aquilo que eu tenho aprendido sobre a África nestes quase um quarto de século de Estados Unidos.

Quanto mais eu aprendo sobre a história africana aqui em Nova York, mais eu jogo na minha lixeira mental tudo que aprendi sobre o continente nos bancos escolares brasileiros. Sabedoria não tem preço!

Viva Nova York II

Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bagalter são dois franceses por  trás do ato musical Daft Punk. Segundo o The New York Times, a música Get Lucky tem tudo para ser a música do verão por aqui. Com a colaboração na guitarra do veterano Nile Rodgers do legendário grupo Chic e tambem do rapper e produtor Pharrell Williams. Este grupo no mercado musical há mais de 25 anos, esta apostando firme na volta da música dançante.

Esta balada lembra em muito as músicas da época da Disco Music. Vale à pena conferir.

http://www.youtube.com/watch?v=h5EofwRzit0