Com Nelson Mandela preso, e com Winnie Mandela uma figura decisiva e perigosa, coube ao arcebispo mudar o curso da luta contra o apartheid para a área da não violência, dentro da estrutura conservadora da igreja anglicana sul africana.
Perguntado se estava feliz com a atual situação do país, ele respondeu que sim. Entretanto, faz duras criticas ao presidente Thabo Mbeki por não adotar medidas efetivas contra a epidemia de AIDS no país, e por também não criticar mais abertamente o presidente do país vizinho(Zimbabwe) Roberto Mugabe por ter confiscado terras dos cidadãos brancos.
Para o arcebispo, a África do Sul provou ao mundo que e possível uma negociação entre partes envolvidas em conflitos raciais ou étnicos com pouca ou nenhuma violência.
O Senhor Tutu diz que a transição não está sendo fácil, contudo, acredita que foi a criação da Comissão de Reconciliação e Verdade que possibilito uma solução política entre negros e brancos. Ele cita como exemplos o Oriente Médio, a Irlanda do Norte e a antiga Yugoslavia, onde sem um forte governo, se tornaram regiões que entraram em colapso. Nestes 12 anos de liberdade, onde o cidadão negro sul africano não precisa preocupar-se em carregar identificação própria para andar dentro de seu próprio país, a África do Sul avança na direção certa afirma, segundo o arcebispo Tutu.
Viva e com esperança
Ao que tudo indica Nova York ultrapassou o trauma do 11 de Setembro. Mais de cinco anos depois dos ataques terroristas, a cidade está crescendo como nunca. Negócios se expandindo, prédios comerciais e residenciais sendo erguidos por toda cidade, e a indústria do turismo, que sempre foi grande, crescendo contínuamente. Até mesmo uma nova linha do Metrô, que estava engavetada, saiu do papel e começa a tomar forma para expandir ainda mais a malha metroviária da cidade.
A criminalidade anda em níveis tão baixos que Nova York é considerada uma das cidades, se não a cidade, mais segura dos EUA. Graças, é claro, a política de tolerância zero adotada há mais de 10 anos pelo ex-prefeito Rodolfo Giuliani. O atual prefeito Michael Bloomberg segue a mesma política, só que com muito mais diplomacia do que o truculento Senhor Giuliani.
Um exemplo da sua diplomacia foi mostrado recentemente num episódio que ocorreu envolvendo a polícia e um cidadão afro-americano, morto com uma rajada de mais de 40 balas. O prefeito foi o primeiro a criticar a polícia pelo excesso, e a pedir desculpas à família pelo triste episódio. Vocês já imaginaram algum prefeito em São Paulo pedindo desculpas pelo abuso policial que é perpretado diáriamente aos jovens afro-brasileiros nas periferias? Para que isto venha a acontecer no Brasil teríamos que, primeiro, sermos aceitos como cidadãos com plenos direitos.
O ano passado foi um ótimo ano para a cidade de Nova York. Aumento das receitas com as vendas imobiliárias, alto lucro nos negócios de Wall Street, e US$ 20 bilhões trazidos para a prefeitura pelos mais de 35 milhões de turistas que visitaram a cidade. Tudo isto trouxe à prefeitura um superávit recorde.
A confiança do prefeito é tanta no futuro da cidade, que a prefeitura vai devolver US$ 1 bilhão em impostos cobrados de seus cidadãos, e abolir o imposto de quase 9% que é cobrado pelas lojas das cidades sobre calçados e roupas. Sua aprovação chega aos 75%.
O prefeito, que é bilionário, recebe sómente US$1.00 de salario anual. A cidade de Nova York não poderia estar mais feliz com este homem de negócios que virou político.
… Enquanto isto ao sul do equador, no país do futuro que nunca chega…
Cidade sitiada, cidade inundada…cratera no Metrô. Deixem o homi descansar gente!

Edson Cadette