Desde de setembro de 2006, depois do acidente com o avião da companhia Gol, a aviação brasileira desce em queda livre. O caos que se instalou nos principais aeroportos do país nos últimos 10 meses, mostrava a total incompetência desta Administração em resolver este enorme problema. O lema deste Governo é: empurre com a barriga para ver como é que fica.
Um acidente destas proporções estava à caminho. Entre atrasos nos pousos e decolagens, brigas entre os setores civis e militares para o controle do espaço aéreo nacional, e a defasada infra-estrutura que é comum nos aeroportos do país, os passageiros ficam à sua própria sorte ao embarcarem nos vôos que cruzam o Brasil. E não falando, é claro, do descaso como eram tratados.
A falta de respeito ao cidadão brasileiro é tanta que a própria ministra do Turismo veio à público dizer aos usuários amontoados nos aeroportos, que estava tudo em ordem e que o melhor que poderiam fazer era relaxar e gozar!
O Governo Lula é o espelho da mediocridade. Desde o começo desta Administração, o Governo jamais assumiu responsabilidade alguma. Os problemas criados eram sempre culpa de terceiros, ou de governos anteriores. Parafraseando uma de suas metáforas infantis: nunca antes no Brasil (sic) representante máximo do Governo esteve nas mãos de uma pessoa tão inepta e tosca como o senhor Lula.
PELÍCULA
O diretor Kasi Lemmons capta muito bem a atmosfera do final dos anos 60 no ótimo filme “Talk to Me” (2007). O filme conta a história de um DJ sem papas na língua. Poderíamos até chamá-lo de “o bom malandro”, durante a tumultuada década dos anos 60, indo até o começo dos 80. Ele era conhecido como Petey Greene. Don Cheadle, em mais uma excelente demonstração de suas qualidades como ator, faz o papel do DJ Petey Greene, um ex-prisioneiro que consegue trabalho como DJ em uma importante rádio em Washington.
Desde sua saída da prisão, acompanhamos seus altos e baixos por causa de sua dipsomania até sua morte, aos 53 anos, por câncer, em 1984.
O filme conta também com a participação do excelente ator britânico Chiwetel Ejifor no papel do produtor Dewey Hughes. O filme mostra a dualidade de muitos afro-americanos entre serem autênticos, ou seja, manter suas raízes na comunidade onde cresceram, ou assimilar os valores da maioria branca dominante e serem chamados de vendidos.
Vemos o senhor Hughes visitar seu irmão na penitenciária; ao encontrar Petey Greene promete a este um trabalho na rádio onde ocupa o posto de gerente. É claro que, ao sair da prisão, Petey Greene vai procurar o senhor Hughes, mas é esnobado por este. Depois de acossar Hughes e conseguir finalmente uma oportunidade, treme na base e quase põe tudo a perder. Após um mau começo, as coisas se engrenam e ele é, finalmente, contratado.
A amizade entre os dois se fortalece ao passar dos anos. Entretanto, ambos vêem o sucesso de uma maneira diferente. Petey Greene quer continuar ligado à comunidade que o aceitou como DJ, enquanto o senhor Hughes acredita que, na América do Norte, o céu é o limite. O filme conta também com as participações do grande ator Martin Sheen como o dono da Rádio, Cedric “The Entertainer” um dos DJs, e a bonitona Taraji Henson no papel de Vernell, a namorada do senhor Greene.
ESTRELA
Kerry Washington é linda e talentosa. A primeira vez que vi esta jovem atriz foi atuando no filme para “teenagers” chamado “Save The Last Dance” (2007). Entretanto, foi a partir do filme “Ray”(2007) onde ela faz o papel da esposa do cantor Ray Charles atuando ao lado de Jammie Foxx que eu comecei a prestar um pouco mais de atenção nesta jovem de apenas 30 anos de idade.
Sua atuação parece natural, mas ela se prepara intensamente para todos os papéis. Em uma área quase sempre criticada por falta de bons papéis para atrizes afro-americanas ela tenha encontrado uma gama enorme de oportunidades. Trabalhando em filmes de ação como “Fantastic Four” a filmes independentes como “The Dead Girl”.
Diferentemente de suas contemporâneas, que são ofuscadas por causa de suas celebridades quando estão atuando, a senhorita Washington praticamente desaparece quando está em cena. A prova disto está no papel de uma esposa desesperada no filme “The Last King of Scotland” (2006), onde atuou ao lado do grande ator Forest Whitaker. Seu filme mais recente foi a comédia “I Think I love My Wife” (2007), onde interpreta uma mulher sedutora, manipuladora e muito sexy que entra na vida de um homem casado. Neste filme, atua junto ao grande comediante afro-americano chamado Chris Rock.
Recentemente foi capa da revista feminina Essence, onde conta sua luta contra a obesidade. Depois de muita luta e consultas terapêuticas ela conseguiu controlar o problema. A senhorita Washington é produto do bairro do Bronx onde até pouco tempo vivia perto da casa de sua mãe. Em 2004, estava na Tailândia quando o fenômeno Tsunami aconteceu. Uma experiência que, segundo ela, transformou sua maneira de encarar a vida. Seguindo os passos das grandes damas afro-americanas do cinema Lena Horne, Eartha Kitty, Shirley Bassey, Halle Berry e Angela Bassett, Kerry Washington ilumina a tela quando aparece.

Edson Cadette