No entanto, a luta dos afro-brasileiros pela implementação das ações afirmativas nas universidades federais, veio mostrar que setores importantes e afluentes da nossa sociedade está usando de suas influencias para tentar minar e mal informar a sociedade de um debate que há muito o país clama, ou seja, a total inserção da população afro-brasileira em nossa sociedade.
Enquanto o negro brasileiro aceitou com pouca resistência (Se compararmos e claro, com a luta dos negros americanos e sul africanos em seus paises.)seu papel dentro da sociedade, seu lugar, e o mais importante, assimilou a ideologia falsa da democracia racial, onde ele sempre foi o
menos beneficiado com esta ideologia, os donos do poder estavam contentes com a permanência do status quo.
A mídia, e seus lacaios de plantão, reclamam que tal política governamental, fere a isonomia de tratamento igual a todos perante a lei. Pura balela. Pela primeira vez, um governo brasileiro esta sendo forcado pela comunidade afro-brasileira a debater a melhor maneira de criar políticas
públicas satisfatórias, para reverter o descaso com que os afro-brasileiros sempre foram tratados dentro de seu próprio país. Dados estatísticos colhidos por órgãos governamentais, vem mostrando ao longo dos anos, que a grande maioria dos afro-brasileiros estão na base da pirâmide social, num país cuja economia está entre as 10 maiores do mundo. Se o negro brasileiro continua a roer o osso dentro do país, não e porque ele e masoquista, ou não quer aproveitar as benesses que o sistema capitalista pode oferecer, e porque como descendente de
escravos, ele e considerado cidadão de segunda categoria desde 1888.
Felizmente, o debate que antes estava restrito a academia, onde brancos liberais escrevem livro sobre o negro e a nossa instituição peculiar (escravatura), agora esta sendo amplamente discutido por uma nova geração de afro-brasileiros, nas periferias, nos morros, nas favelas, nos
bailes, nas escolas, nas universidades, etc.
Esta nova geração de afro-brasileiros está questionando sem medo o papel reservado a ela dentro do país, e esta demandando também do governo políticas efetivas para tentar nivelar as oportunidades aos que sempre foram marginalizados dentro do país.
Não ha mais como voltar ao tempo, a hora e agora, o negro brasileiro tem que continuar a mobilizar-se, e exigir do nosso governo o espaço que lhe e devido há séculos. Ela não aceitara nada menos do que o total reconhecimento pela sociedade de sua cidadania.
Ensino Superior
Fundada em 1888 no porão de uma igreja em Atlanta (sul dos EUA) por missionários protestantes brancos, Spelman e a faculdade mais velha dos EUA para mulheres negras. Por varias décadas, esta faculdade graduou professoras para ensinar estudantes negras em escolas segregadas no sul do país.
Por volta dos anos 90, Spelman foi qualificada uma das melhores faculdades de Humanas no sul, e estava entre as 10 melhores para estudantes negras. Assim como Harvard, Yale, ou Princeton, dizer que você e graduada da faculdade Spelman, faz com que as pessoas a vejam diferente, pelo menos entre as graduadas negras. Lideres estudantis da faculdade Spelman são uma elite dentro da elite, um grupo seleto escolhido para inspirar os mais inteligentes negros nos
EUA. Por volta dos anos 80, a luta pela integração e igualdade para os negros estava firmemente encaminhada. As portas das grandes empresas americanas foram abertas, e a faculdade Spelman atualizou sua missão para preparar suas estudantes para competir com qualquer estudante graduada de qualquer parte do pais. “Nos não estamos sendo treinadas para sobressairmos somente entre negros”, diz Cynthia E. Jackson,presidente da classe de 81. “Ao invés disso, fomos ensinadas para ver os EUA aberto e disponível para nos “.
Existe nos EUA uma gama enorme de faculdades e universidade direcionadas aos afro -americanos que foram estabelecidas por negros e brancos durante a instituição peculiar(escravatura), e depois durante a segregação. Entretanto, mesmo com o amparo destas instituições nefastas, os EUA criaram oportunidades para os negros através de indivíduos que realmente acreditavam na máxima do igualitarismo, ou seja, todos os homens foram criados iguais perante a Deus.(Artigo 1 da constituição americana.)
A faculdade Spelman e somente um dos muitos exemplos que o negro brasileiro deveria seguir se quiser sair de sua obscuridade.

Edson Cadette