O músico tem apenas 12,9% de genes europeus e 2% de origem ameríndia, segundo exames do DNA feitos a pedido da BBC Brasil, pelo geneticista Sérgio Danilo Pena, como parte do projeto Raízes Afro-brasileiras.”Tinha muita esperança de ser 100% negro. Se fosse, eu ia pedir uma indenização muito pesada nesse país, mas sou filho dos culpados também”, disse à BBC Brasil.
Seu Jorge afirmou ter ficado feliz com a resistência de antepassados africanos.”Miscigenação era barbárie. Não tinha isso de história de amor, era barbárie. Fico feliz em saber que parte da minha galera resistiu e compõe 85% dos meus genes”, disse o músico.
Segundo o músico, era difícil ser negro na época em que milhões de africanos eram escravizados e continua a ser assim hoje. “Tem que ser negro para saber o que é você entrar em um ônibus, como uma pessoal normal, e ver os passageiros saltando antes do ponto, escondendo relógio, ligando para a viatura. É uma agressão muito forte. É violento”, contou.