Dourados/MT – Os nove indígenas da Nação Kaiowá Guarani, acusados pelo assassinato dos policiais civis Rodrigo Lorenzato e Ronislon Bartier, no dia 1º de abril passado, estão sendo maltratados na prisão, onde estão recolhidos, a Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa. A denúncia é da Comissão de Direitos Kaiowá Guarani.
Segundo a denúncia os índios disseram que são constantemente ofendidos pelos agentes penitenciários, além de estarem sendo privados de banhos de sol e não terem colchões para dormir. Também não estão recebendo material para higiene pessoal.
O cacique Carlito de Oliveira, um dos presos, disse que foi espancado na Polícia Federal por agente conhecido por Alemão. Também disse que vem sendo constantemente injuriado pelos agentes penitenciários, sofrendo empurrões, além de ser xingado com expressões. “Você é um assassino de policiais, vamos ver se você é bom”.
O documento afirma que os indígenas estão bastante assustados e lembra que o Estatuto do Índio estabelece que as penas de reclusão e de detenção serão cumpridas, se possível, “em regime de semiliberdade, no local de funcionamento do órgão federal de assistência aos índios, mais próximo da habitação do condenado.”
O procurador da República Charles da Motta Pessoa já requisitou da direção da penitenciária os prontuários de atendimento aos índios acusados do homicídio e tentativa de homicídio contra os policiais civis. O procurador esteve no presídio e conversou com o diretor Joel Ferreira sobre as denúncias.

Da Redacao