Rio – Genaína de Fátima Souza Rocha, irmã do jornaleiro Jonas Eduardo Santos de Souza, 34 anos, morto pelo segurança do Banco Itaú de uma agência do Rio, às vésperas do Natal do ano passado, disse que a família não está recebendo qualquer apoio da instituição. “Em nenhum momento apareceu em nossa casa um deles (pessoal do anco) para saber como estão meus pais ou nós irmãos que sempre vivemos com dignidade”, afirmou.
Jonas, que era cliente há 10 anos do banco, foi morto com um tiro no peito pelo segurança Natalício de Souza Marins, após passar por constrangimentos na porta giratória. Em nota o Itaú garantiu que estava dando assistência à família da vítima. O segurança, que tem interrogatório marcado para a próxima terça-feira, continua foragido.
A irmã do jornaleiro morto destacou a solidariedade de entidades e lideranças negras como o advogado Humberto Adami, e falou da dor da família com a perda do irmão.
“Tiraram um pedaço de nós, nos feriram, e esta ferida não cicatriza a cada vento, por mais leve que sopre. A dor é imensa e não existe analgésico pra esta dor. Sendo assim, só queremos que justiça seja feita”.
Apesar da dor, entretanto, ela disse que a família não cultiva ódio. “Não desejamos à família destes cidadãos um Natal como o nosso; desejamos a eles muita paz e que, se acharem que tem mesmo razão em matar alguém por tão pouco, então, tentem dormir um sono tranquilo porque nós sentimos a dor da perda mas não a dor de ter matado alguém”, concluiu.

Da Redacao