Roma – Todos os jogos do campeonato italiano desta semana serão iniciados com cinco minutos de atraso para que os jogadores exibam aos torcedores à entrada do campo cartazes com a frase “Não ao Racismo”.
A decisão foi adotada pela Federação Italiana de Futebol, depois do jogo deste fim de semana quando o jogador Zoro, que é da Costa do Marfim, ameaçou sair de campo durante uma partida do seu time – o Messina – contra o Inter de Milão após ofensas racistas da torcida adversária.
A decisão foi tomada após o zagueiro marfinense Zoro, do Messina, ter ameaçado sair de campo durante uma partida contra a Inter de Milão, no domingo, depois de ouvir ofensas racistas da torcida adversária.
A atitude do jogador ocorreu aos 11 minutos do segundo tempo. Após ser xingado de macaco e vaiado pelos torcedores do Inter, Zoro parou a jogada, pegou a bola e seguiu em direção ao quarto árbitro comunicando que deixaria o campo, porém, foi convencido pelos demais jogadores a continuar na partida.
O zagueiro disse que, em oito anos de carreira o futebol italiano, esta não foi a primeira vez que foi hostilizado por racistas. O racismo e a xenofobia invadiram os Estados Europeus na última temporada e os jogadores brasileiros, inclusive os pentacampeões como Cafu, Ronaldo, Ronaldinho e Roberto Carlos, são normalmente hostilizados pelas torcidas das equipes adversárias. Na República Checa (ex-Tchecoslováquia), o jogador brasileiro Adauto, ex-Santo André e ex-Atlético Paranaense, do Slavia Praga, é a estrela de uma campanha contra o racismo promovida pelo Governo e pela Federação Tcheca de Futebol.

Da Redacao