Brasília – O banco Itaú rejeitou acordo na ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho contra os cinco maiores bancos do Distrito Federal e tentou desqualificar a medida, afirmando não haver discriminação.
O advogado dos banqueiros do Itaú, Victor Russomano Júnior, negou perante o juiz titular da 14ª Vara do Trabalho de Brasília, o que todos os indicadores confirmam, ou seja, que o banco e discrimina negros nos seus quadros. “Trata-se de simples reiteração de argumentos genéricos e abstratos, (que) confirma a inexistência de qualquer irregularidade concreta praticada pela empresa. Insiste-se unicamente em elementos estatísticos que sequer tem pertinência individualizada à empresa”, disse o advogado do Itaú, na audiência desta semana.
Segundo a linha de defesa adotada pelos bancos, e repetida em todas as audiências judiciais, o MPT não apresenta argumentos que comprovem a existência material de segregação por raça, gênero e idade, mas se atém à discriminação indireta, comprovada por estatísticas.
O representante do MPT na audiência, Procurador do Trabalho Alessandro Santos de Miranda, e o advogado do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, Marco Aurélio de Moraes, contestaram o argumento. O julgamento do Itaú deverá ocorrer no dia 09 de janeiro na 14ª Vara do Trabalho de Brasília.

Da Redacao