Perfeito, Joaquim Barbosa, quando se solidariza com o jogador gaúcho do Cruzeiro. Não esperava outra postura dele senão essa dignidade que o caracteriza. Ele frequentou uma boa escola antirracista – a escola do Movimento Negro Unificado (MNU) – em Brasília. Sabe o que faz e onde pisa. 

Diferente do oportunismo eleitoreiro de Dilma [sem nenhuma palavra para os assasinatos de jovens negros e agressão a crianças negras pela polícia nas periferias do Brasil], que só se manifesta em casos midiáticos de grande repercussão, quando não condena o racismo das instituições e da polícia que extermina negros no Brasil e, ao mesmo tempo, cultiva alianças politicas com os ruralistas fascistas, através da defensora do escravismo "moderno", de seu irmão, a fascista e racista defensora do latifundio e do agronegócio, Katia Abreu.

Dilma discursa contra o racismo, nesta ocasião, mas cultiva aliança com a ultradireitista senadora agressora de sem terra, quilombolas e indigenas. Eita pratica!

Já do Tinga, somamos na solidariedade, mas o mesmo hipócritamente insiste em dizer que não esperava ser "discriminado" como foi.

Claro que ele sabe a diferença entre [Racismo X Preconceito e discriminação], mas porta-se, mesmo em fim de carreira, como um fazedor de média, tentando diminuir a gravidade do fato, na mídia, justificando com sua familia miscigenada, como se devesse esconder dos filhos e da sociedade a essência e a gravidade do racismo.

Presta, assim, um desserviço à luta contra essa ideologia que oprime, violenta e genocida de milhões de pessoas e povos no mundo. 

Reginaldo Bispo –