Munique – A vitória do Brasil sobre a Austrália por 2 a 0, no Estádio de Munique, marcou a quebra de recordes por parte de dois jogadores da seleção brasileira. Ronaldo, substituído no segundo tempo, completou a centésima partida com a camisa da seleção, feito atingido por apenas outros nove jogadores, e Cafu completou a 18ª, em Copas do Mundo, marca alcançada por apenas outros dois jogadores brasileiros.
Ronaldo, 29 anos, é o décimo jogador a completar 100 partidas, ao contrário do que inicialmente informou a CBF. O jogador, que vive um momento difícil, teve um rendimento melhor, porém, ainda longe dos seus melhores dias. No segundo tempo foi substituído por Robinho, que deu mais criatividade e movimento ao ataque.
Cafu, 36 anos, igualou um recorde que pertencia a Dunga e Taffarel, jogadores que mais vestiram a camisa da seleção em Mundiais. Fora da competição, é o atleta que mais vestiu a camisa da seleção – 147 jogos no total.
O Brasil começou o jogo repetindo os mesmos erros da partida contra a Croácia – lento e sem criatividade. No segundo tempo, Parreira, trocou Ronaldo por Robinho e Adriano por Fred, que marcou o segundo gol, acabara de entrar faltando dois minutos para o final da partida. O primeiro foi marcado por Adriano com passe de Ronaldo.
Com a vitória sobre a Austrália o Brasil garantiu a classificação para a próxima fase. O próximo jogo será na quinta-feira (16h, hora do Brasil), em Dortmund. Se vencer ou empatar, confirma a condição de primeiro do seu Grupo.
A Austrália que o Brasil enfrentou é também um país marcado por conflitos raciais que atingiram, num primeiro momento, os povos originários – os aborígenes – e, mais recentemente no final do ano passado, a comunidade árabe, que representa menos de 1% da população. As agressões envolvendo esse grupo étnico degeneraram em grandes manifestações em cidades como Sydney e Melbourne.
Não é só nesse quesito que ficam as semelhanças com o Brasil. A Austrália é uma antiga colônia penal da Inglaterra, a exemplo do Brasil, que foi colonizado por degredados portugueses. Conta Hélio Gaspari, na sua coluna da “Folha” deste domingo, 18/06, que as afinidades históricas entre Austrália e Brasil vão além. Uma delas está relacionada ao consumo da cachaça: desde 1787, quando a primeira frota inglesa carregada com 736 ladrões e vigaristas aportou no Rio de Janeiro, a cidade matou a sede dos colonizadores da Austrália. Depois disso, os comboios que levaram cerca de 160 mil condenados para a Austrália fizeram escala no Rio e mudas de cana de açúcar foram introduzidas na Colônia Penal.

Da Redacao