Salvador – O diretor executivo do Instituto Mídia Étnica, Paulo Rogério (foto), garantiu que a decisão de dividir o recurso que, de início, seria destinado integralmente a projetos de comunicação brasileiros, foi de inteira responsabilidade da Embaixada americana.
“Certamente nossos colegas afro-americanos sofrem da mesma dificuldade de captação de recursos e estão compartilhando do mesmo sentimento que temos aqui no Brasil de que esse Plano possa ter êxito. Além disso, com a gestão compartilhada desse recurso, aumentaremos a transparência do processo e maior publicização das ações”, afirmou.
Segundo acrescentou a estratégia de divulgação do Plano Japer não será definida apenas pela entidade que dirige, “mas por um coletivo de organizações sociais que trabalham com o tema de comunicação e combate ao racismo”.
Ele não explicou quais critérios serão utilizados e disse ter defendido que a SEPPIR e a própria Embaixada americana “tivessem buscado uma organização neutra para gerir esses recursos.
“Porém, nos foi colocado que devido ao tempo escasso, não seria possível fazer isso, já que eles estavam há menos de uma semana de encerrar o ano fiscal. A escolha do Mídia Étnica se deu, portanto, em virtude de sermos pontos focais do Plano desde a penúltima reunião, em Salvador, quando fomos eleitos democraticamente em plenária por reunir a capacidade de mobilizar ferramentas de comunicação – o que temos feito nos últimos cinco anos – e dominar o idioma inglês, necessário para a tradução de textos e articulação”, enftizou.
Segundo o jornalista na próxima reunião (marcada para o primeiro semestre de 2011, em Belo Horizonte) “certamente acontecerá uma avaliação da participação dos pontos focais e consequentemente uma nova eleição para a função, que tem caráter essencialmente técnico e tático, uma vez que trata-se de um plano de governo”.

Da Redacao