Brasília – O jornalista Dojival Vieira, Editor de Afropress, entregou ontem a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos e ao presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), dossiê completo sobre o caso dos ataques a Afropress e pediu providências do Governo Federal e do Parlamento para que se garanta o Direito à liberdade de expressão, Comunicação e Trabalho que vem sendo violados por bandos racistas.
O dossiê, entregue durante a audiência pública promovida pela Comissão, relata a série de ataques que vem sendo sofridos pela Afropress desde julho do ano passado, quando passou a noticiar os casos de acusados de racismo na Rede, denunciados em investigações do Ministério Público. O mais conhecido deles é o estudante Marcelo Valle Silveira Mello, que se encontra no banco dos réus, processado pela Justiça de Brasília.
Também no dossiê, as ameaças, inclusive de morte, sistematicamente dirigidas aos jornalistas. Dojival também protocolou representação ao Procurador do Ministério Público Federal, Sérgio Suiama, pedindo que a Polícia Federal seja acionada para identificar os criminosos e que a Embratel seja notificada e responsabilizada civilmente pelo fato de estar desligando o sinal de conexão toda vez que a Afropress é atacada.
O jornalista também esteve com o promotor Marcos Antonio Julião, do MP de Brasília, tratando do processo que tramita na 6ª Vara Criminal, em que o estudante da UnB é acusado pela prática de racismo na Rede. Nos próximos dias, o IML de Brasília deve encaminhar ao Ministério Público o relatório com os resultados do exame de sanidade mental à que o estudante foi submetido. Julião aguarda o relatório para se manifestar no processo.
– A audiência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para discutir os crimes na Internet acabou se transformando numa reunião fechada em que apenas os convidados para integrar à mesa puderam falar. Participaram o procurador do Ministério Público Federal de S. Paulo Sérgio Suiama, o representante da Ong Safernet, Thiago Farias, Alexandre Reis, representando o Secretário Nacional dos Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vanucchi e representantes da Polícia Federal, do Comitê Gestor da Internet, no Brasil, além de David Drummond, vice presidente de Desenvolvimento Empresarial e Assessor Jurídico da Google.
Drummond relatou as dificuldades enfrentadas para a repressão desses crimes na Internet em todo o mundo em virtude, porém disse que a empresa quer colaborar.

Da Redacao