Brasília – “Os que assinam o manifesto contra as cotas entregue na semana passado ao STF vivem numa redoma branca, nos quais 99,5% dos professores são brancos”. A opinião é do professor José Jorge de Carvalho, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, autor juntamente com a professora Rita Segato, da proposta de implantação do sistema de cotas na UnB.
Segundo ele, os subscritores do documento, entregue ao ministro Gilmar Mendes, são parte da “elite acadêmica branca” do Rio e de S. Paulo. “São basicamente os mesmos que assinaram o Manifesto de 2006 contra as cotas na UERJ e na UEF”, afirmou, acrescentando que, somente 10 não são brancos, o que, em sua opinião, desqualifica a reivindicação.
“Impressionante como renomados acadêmicos das nossas intituições públicas de elite se prestam ao papel covarde de porta-vozes, diante do Supremo Tribunal Federal, dos interesses do ensino privado. Pedem ao STF que joguem na rua 440.000 jovens que cursam universidades com o apoio do ProUni e que acabem com as cotas na UERJ e na UENF. São raivosos e ressentidos como o foram os escravistas da década de oitenta do século XIX, que pressionavam o Imperador para que não assinasse a aboliçao da escravatura”, finalizou.

Da Redacao