Louisiana/EUA – O juiz de paz Keith Bardwel, do Condado de Tangipahoa, está se negando a celebrar casamentos interraciais, alegando que os filhos desses casais enfrentam dificuldades.
O caso está sendo denunciado por Beth Humphrey, de 30 anos, branca e Terence McKay, de 32 anos (foto), que tiveram a licença de casamento negada pelo juiz, no último dia 6 de outubro, só agora tornado público.
Evidências
Mesmo diante da evidência de racismo, o juiz Bardwell, negou que a atitude seja motivada por discriminação, alegando já ter celebrado casamentos entre amigos negros.”Existe um problema com os dois grupos na aceitação de filhos de um casamento como este. Creio que aquelas crianças sofrem e não vou ajudá-los nisto”, afirmou.
O juiz de paz trabalha com casamentos há 34 anos e disse que, de acordo com sua experiência, a maioria dos casamentos interraciais não duram muito.
Ele estima que já recusou pedidos de quatro casais interraciais nos últimos dois anos e meio.
Katie Schwartzmann, advogada na Louisiana da União Americana das Liberdades Civis, uma organização não-governamental, disse que a União pediu que Bardwell fosse investigado, descrevendo o caso como “intolerância”.
A advogada citou uma decisão da Suprema Corte americana, de 1967, que estabeleceu que “o governo não pode dizer às pessoas com quem elas podem ou não podem se casar”, e acrescentou que Bardwell desrespeitou a lei conscientemente.
Manifestação
Roma/Itália – O centro histórico de Roma, foi tomado neste sábado (17/10) por dezenas de milhares de pessoas participaram de uma manifestação contra o racismo, protestando contra a lei de criminalização da imigração clandestina, sancionada pelo governo de Silvio Berlusconi.
Os manifestantes exibiam bandeirolas com as inscrições “Não ao racismo e ao crime de imigração clandestina”, “Não ao retorno de imigrantes e aos acordos que o prevêem”, “Proíba Berlusconi”, “Estamos todos no mesmo barco”, referindo-se aos imigrantes clandestinos que chegam ao litoral sul da Itália vindos da África em barcos.
A manifestação foi iniciada com música e danças na Praça da República, próximo à estação central Termini, e vai na direção ao Foro romano.
O protesto foi organizado para celebrar o 20° aniversário da primeira grande manifestação contra o racismo, realizada em 7 de outubro de 1989, quando centenas de milhares de pessoas saíram às ruas de Roma depois que um refugiado sul-africano, Jerry Essan Masslo, morreu na província de Caserta, no sul do país.

Da Redacao