Aracaju/SE – A Justiça de Sergipe condenou a médica Ana Flávia Pinto Silva a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais ao funcionário da Gol, Diego José Gonzaga.
De acordo com a sentença do juiz da 3ª Vara Criminal, a médica também não poderá sair de casa após 22h durante dois anos e, neste período, não poderá sair do Estado por mais de 30 dias.
O caso aconteceu em outubro de 2009, no Aeroporto Santa Maria, de Aracaju, quando a médica, descontrolada por ter perdido o voo para a viagem de lua de mel para Buenos Aires, passou a agredir o funcionário da empresa aérea, chamando-o de “negro”, “morto de fome”, “analfabeto”, entre outras ofensas.
Segundo o promotor João Rodrigues Neto, responsável pela denúncia, a Justiça foi feita. “Ela terá que indenizar a vítima além de sofrer com sanções perante a sociedade”, afirmou o representante do MP.
Lembrando o caso
A agressão no saguão do aeroporto repercutiu em todo o país, graças a um vídeo na Internet em que a médica mostrava seu descontrole investindo contra o funcionário por ter chegado atrasada ao check-in apenas 30 minutos antes do embarque.
A delegada Georlize Teles, da Delegacia de Grupos Vulneráveis apurou durante as investigações que Ana Flávia invadiu o espaço destinado aos funcionários da empresa aérea após ser informada de que não poderia embarcar.
No depoimento à Polícia, o supervisor da Gol disse que a médica chegou a quebrar objetos do balcão da empresa e a jogar papéis no chão.
“O fato nunca será esquecido, a humilhação foi grande, mas fico feliz por houve justiça. Tenho certeza que ela vai pensar duas vezes antes ofender alguém, ela vai pagar pelo que fez. Que isso sirva de lição para as outras pessoas”, disse o supervisor.
Desculpas
A defesa da médica disse que ainda vai recorrer da sentença. Anteriormente, em nota, Ana Flávia afirmou que o “episódio foi fruto de um somatório de circunstâncias as quais me afetaram emocionalmente, induzindo-me a uma situação de extremo estresse” e que suas “atitudes, em nenhum momento, foram revestidas de qualquer tipo de preconceito contra quem quer que seja”.
Após alegar que tudo aconteceu “depois de uma noite atribulada em razão do estresse, ansiedade e desgaste físico relacionados às fases antes, durante e pós núpcias”, ela pediu desculpas ao funcionário e a sociedade sergipana.
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Da Redacao