S. Paulo – Cerca de 700 mil pessoas provenientes de países do Cone Sul e da América Latina, vivem em S. Paulo, a maioria indocumentados, enfrentando a dura realidade da discriminação, segundo Oriana Jara, da ONG Presença da América Latina.
A maior comunidade é composta por bolivianos – cerca de 70 mil segundo ela — porém, há imigrantes de todos os países do continente, além de africanos e asiáticos. Entre os documentados, a maior comunidade é composta por chilenos, tais como Oriana, e argentinos.
O tema da discriminação entre os imigrantes latinos será discutido por parlamentares, representantes do poder executivo, ativistas de direitos humanos e membros de organizações durante o lançamento da Campanha em defesa da Convenção da ONU sobre trabalhadores migrantes e suas famílias nesta sexta-feira (15/12), a partir das 10h, na Assembléia Legislativa.
O evento, marcado para o Plenário Franco Montoro, também lembrará o Dia Internacional dos Direitos Humanos e Dia Internacional do Imigrante (18/12).
Já estão confirmadas as presenças do secretário especial de Direitos Humanos da Presidência da República, ministro Paulo Vanucchi; Irmã Rosita Milesi, do Instituto Migrações e Direitos Humanos; Oscar Vilhena, diretor executivo da Conectas Direitos Humanos e professor da FGV e PUC-SP. Também estará presente o secretário Nacional do Serviço Pastoral dos Migrantes e do Grito dos Excluídos Continental, Luiz Bassegio, e o ex-ministro José Gregori, presidente da Comissão Municipal de Direitos Humanos.
Além de discutir os direitos das populações migrantes e a nova Lei dos Estrangeiros o encontro também visa mobilizar a sociedade civil para a adesão do Brasil à Convenção da ONU que protege os Direitos dos Trabalhadores Migrantes.

Da Redacao