S. Paulo – O Governador Cláudio Lembro disse, na cerimônia de instalação do Grupo Especial de Inclusão Social, do Ministério Público de S. Paulo, realizada nesta quinta-feira (27/07), que é a favor de ações afirmativas.
Acrescentou, porém, sem explicitar as razões que teme a adoção do sistema de cotas. “Sou pela pontuação como na Unicamp, mas particularmente tenho temor em relação às cotas”, afirmou. A Unicamp criou um programa de ações afirmativas no qual estudantes que se auto-declaram negros e indígenas oriundos da escola pública tem pontuação maior.
O Governador condenou recentemente, durante os episódios de confronto entre a Polícia e o PCC, a “elite branca”, segundo ele, muito perversa. “Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa “, afirmou.”A bolsa da burguesia vai ter que ser aberta para poder sustentar a miséria social brasileira no sentido de haver mais empregos, mais educação, mais solidariedade, mais diálogo e reciprocidade de situações”.
A cerimônia de instalação do Grupo Especial de Inclusão Social, na sede do MP paulista na Rua Riachuelo, contou com uma mesa concorrida. Presidida pelo procurador Rodrigo Pinho, além do governador, estavam presentes o prefeito Gilberto Kassab e o arcebispo de S. Paulo, D. Cláudio Humes e o sheik Jihad Hassan Hammaden, representando a comunidade islâmica do Brasil.
Também estiveram presentes deputados como Luiza Erundina, que fez parte da mesa e Sebastião Arcanjo, além de lideranças negras paulistas. Estudantes de Núcleos da Educafro gritaram palavras de ordem em defesa da inclusão.
O Grupo Especial terá a frente os promotores Antonio Ozório Leme de Barros e Fernanda Leão de Almeida e tratará dos casos de discriminação que atingem a população negra e as populações de rua. O promotor Ozório disse que o debate sobre as ações afirmativas será uma prioridade.

Da Redacao