Itapecerica/SP – O jornalista, sacerdote do Candomblé de tradição Angola/Congo, presidente da Federação Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira (FENATRAB) e do Conselho de Ministros do Instituto Latino-Americano de Tradições Afro-Bantu (ILABANTU), Walmir Damasceno, defendeu publicamente ontem (10/10) a substituição da ministra chefe da SEPPIR, socióloga Luiza Bairros, pois considera sua gestão “ineficiente e voltada apenas para o grupinho político que a cerca”.
“Lamentavelmente, a SEPPIR não funciona e não vem contemplando o atendimento das reivindicações da população negra brasileira e está a serviço de um grupinho aqui, um grupinho ali. Ora, não foi prá isso que ela foi constituida pelo Governo do Presidente Lula, atendendo a uma reivindicação do movimento negro brasileiro”, afirmou.
O jornalista e sacerdote, que mantém as tradições do candomblé Angola-Kongo no Brasil, disse que, antes mesmo de tomar conhecimento da matéria de Afropress e do Jornal Folha de S. Paulo de que a presidente Dilma pretende trocar a ministra na reforma ministerial prevista para fevereiro do próximo ano, já cogitava enviar ao líder da bancada do PT, deputado Paulo Teixeira, um documento expressando a posição.
“A SEPPIR tem que, na prática, funcionar. Mas ela está apagada. Se a ministra é apagada, a SEPPIR está afundando e isso é visível”, acrescentou.
Damasceno disse que, nessa gestão teve um único contato com a SEPPIR e o resultado foi o pior possível. “Ficamos esperando apoio e a presença efetiva no II Seminário de Comunidades Tradicionais de Terreiro Bantu, que realizamos tradicionalmente em junho, e não tivemos apoio nenhum. O fato é que a atual gestão da SEPPIR não está contemplando o povo negro, e virou apenas um cabide de empregos para grupos”, finalizou.

Da Redacao