Belém – Os familiares do cacique Luiz Xipaia, que há dez dias foi vítima de um atentado atingido por quatro tiros disparados por um pistoleiro, disse que ele está marcado para morrer e temem um novo atentado. Xipaia voltou ao Hospital de Altamira, de onde havia sido liberado na semana passada, porque seu estado de saúde se agravou.
“Não recebi nenhuma proteção das autoridades do Pará e nem da Polícia Federal. Minha situação é igual a da irmã
Dorothy, que estava marcada e morreu sem que ninguém fizesse
nada”, desabafou o cacique. Não quero ter o mesmo destino da irmã Dorothy”, afirmou.
Xipaia passou a ser ameaçado depois que denunciou a extração ilegal de madeira, grilagem de terras e exploração de outro da reserva xipaia. O cacique disse que, para não morrer, pedirá socorro aos organismos internacionais de defesa da causa indígena e dos direitos humanos. “Acho que não
tomaram providências porque eu não morri. Se tivesse morrido, como a
irmã Dorothy, um monte de autoridades teria aparecido em Altamira
para dizer que ia fazer isso e aquilo”, acrescentou Luiz Xipaia.

Da Redacao