Ribeirão Preto – O coordenador da Assessoria de Promoção da Igualdade Racial de Ribeirão Preto, professor Romilson de Castro Madeira, voltou a criticar as declarações da presidente do Conselho da Comunidade Negra do Estado de S. Paulo, professora Elisa Lucas que, em recente visita à cidade, falou do risco dos negros ficarem discutindo capoeira e questão religiosa” caso não se articulassem, ao comentar decreto baixado pelo prefeito Welson Gasparini.
“Ela fez uma crítica à nossa ancestralidade que é a base de tudo. É um ataque descabido, pouco inteligente e fruto da desinformação o que é inadmissível, inclusive porque o Conselho tem uma representante aqui. Mostrou-se míope ou então apenas reproduziu o discurso equivocado da representante do Conselho em Ribeirão, que faz oposição ao prefeito por ser de outro partido”, afirmou Romilson.
A representante do Conselho da Comunidade Negra, em Ribeirão, é Silvia Seixas, que segundo Romilson é do PT. Segundo, Romilson, a luta negra é supratidária. “Mas há gente que faz da questão negra um meio de vida”, acrescentou. As declarações da presidente do Conselho da Comunidade Negra foram publicadas pela “Folha Ribeirão” no dia 26 de maio.
Segundo Elisa, que a exemplo do prefeito também é filiada ao PSDB, suas declarações tiveram como objetivo apenas chamar a atenção para a necessidade de discussão de outros temas. Romilson, que é jornalista, publictário e não está filiado a nenhum partido, destacou os avanços que tem havido em Ribeirão, onde o poder público, além da Assessoria de Promoção da Igualdade Racial, criou a Assessoria Técnica para implantar a Lei 10.639/203, que obriga a inclusão de História da África e Cultura Afro-Brasileira no currículo das escolas municipais.

Da Redacao