S. Paulo – Os ativistas Arlindo Felipe Jr., Jairo Júnior, Vera Lúcia e José Roberto Militão compõem o novo Diretório Municipal paulistano do Partido Socialista Brasileiro (PSB), eleito no Congresso realizado na Câmara Municipal, no último sábado (19/02), em S. Paulo.

O novo presidente é o sindicalista Chiquinho Pereira, eleito em chapa única com 97% dos votos  – “PSB de Todos” -. Chiquinho substituirá o vereador Elizeu Gabriel para um mandato de dois anos.

JUSTIÇA BARROU GOLPE

O Congresso ocorreu graças a liminar concedida pelo juiz Fábio Fresca, da 4ª Vara Cível do Fórum Regional III – Jabaquara. A Justiça aceitou denúncias de abuso de poder no ato do presidente estadual em exercício, Jonas Donizete, que dissolveu o diretório municipal com mandato e nomeou comissão provisória.

O resultado, do Congresso, porém, segue sub-judice.

Segundo o ativista Arlindo Felipe, que foi candidato a vereador pelo PSB nas eleições passadas, militantes ligados a deputada Tábata Amaral, que estava por trás do golpe, tentaram tumultuar a realização do Congresso.

A deputada, juntamente com o ex-governador e candidato, Márcio França, teriam interesse no controle total do PSB, em S. Paulo, como parte da estratégia de fortalecer seu grupo político.

INTERVENÇÃO BRANCA

Felipe e os demais ativistas do movimento negro paulistano dizem que a tentativa de golpe foi iniciada com a renúncia no dia 10 de fevereiro, de 19 membros do Diretório Municipal.

Com a renúncia pretendiam provocar a falta de quórum para a continuidade do Diretório paulistano.

Simultaneamente à renúncia, Donizete fez a intervenção branca, nomeando uma comissão provisória para dirigir o partido, com a presença na composição, inclusive, de renunciantes.

Ocorre que cinco dias antes, no dia 05, um edital da direção municipal com mandato, convocava o Congresso Municipal do Partido para eleger a nova direção no dia 19 de fevereiro.

Os inicialmente 19 membros, reduzidos depois a 16, representavam apenas 26% do total de 59 membros do Diretório e não 51%, o percentual necessário para provocar a dissolução do órgão dirigente e a nomeação da comissão provisória.