Em fase de pré-produção das edições de 2013 do República do Samba, 10 anos ou Rep.Samba.10, como preferem as dezenas de milhares de jovens, seguidores do jornalísmo-temático. 

Mensais, os encontros culturais ocupam o Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, no aprazível bairro carioca de Santa Teresa. O formato permanece o mesmo desde de seu nascimento, dia 7 de maio de 2003, no  Museu da República: vídeo-palestra, jornalismo e música. A novidade, no entanto, fica por conta da participação de um grupo de teatro. 

O grupo está ensaiando um cortejo, para promover um grande abraço ao Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, no final de abril. O Cortejo irá apresentar programação de 2013 e os projetos derivados do jornalismo.  Os próximos homenageados do República do Samba, 10 anos, serão: Pixinguinha, Jorge Camunguelo, Roberto Ribeiro, Beto Sem Braço, Jovelina Pérola Negra, Deni de Lima, Jorge Presença, Tia Doca, Walter Alfaiate, Seu Jair do Cavaquinho e  Seu Argemiro, Darcy da Mangueira e Seu Xangô da Mangueira.  

Quanto aos novos projetos, se destacam:  o novo site, a  Associação Cultural República do Samba e o  livro, República do Samba, 10 anos.  O livro será uma coletânea de centenas de entrevistas nestes 10 anos de República do Samba.  Os causos e as pérolas, claro, também serão reproduzidos. Eis um aperitivo.

Em 2001, o grupo Família Roitman dividiu o palco com grandes mestres do samba. Entre várias pérolas, o Família Roitman lembrou uma passagem com Nelson Sargento. 

Estavam, eles, no camarim aguardando o chamado. Do nada, um dos jovens do Família Roitman saiu-se com essa: “Estou cansado de esperar. Estamos, aqui, desde da parte da manhã.” Surpreso com o cansaço do jovem, Nelson Sargento não perdeu a piada: “E eu que estou aqui desde 1924”. 

Além do livro, constam ainda grupo musical, bloco e a versão paulista do República do Samba. A mais importante cidade do Brasil será a nova sede do RS.10. As negociações estão bem adiantadas.

 História

 Por adequação logística, em 2010, o  República do Samba se acomodou no casarão que abriga o Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa. Nascido no asfalto, o República do Samba descobriu o morro somente no dia 18 de dezembro de 2010. Centenas de pessoas foram assistir a homenagem a Xangô daMangueira. A programação constou de debate (Sonia Ferreira, viúva; Tânia Malheiros, intérprete e discípulo e parceiro, Tantinho da Mangueira e a afilhada, Márcia Moura).

Depois da exibição do vídeo e do debate, a obra de Xangô da Mangueira ressoou ladeira acima. Zé Ketty foi o homenageado seguinte. O neto, Rodolfo Meirelles, comandou a Roda de Samba e a emoção, em torno, da obra do avô. Fazia uma linda tarde sol naquele a 22 de janeiro.

Depois vieram, em março, Samba das Yabás – tributo a Clara Nunes, Jovelina Pérola Negra e Dona Ivone Lara. As cantoras Grassa Rangel, Margarete Mendes e Tia Rosa cantaram a alma de cada uma delas.

Exatamente no dia de São Jorge e no dia de aniversário de Pixinguinha, 23 de abril, Dia do Choro, o Grupo Cochichando conclamou os presentes a Acender Velas para São Jorge, Pixinguinha e Camunguelo.

Além do audio-visual, o República do Samba tem um pé na literatura através do projeto Roda de Leitura. Eis os pesquisadores e escritores que já passaram pelo Roda de Leitura: Hiram Araújo (Centro de Memória do Carnaval da Liesa), Ricardo Cravo Albin (Instituto Cultural Cravo Albim), Haroldo Costa (Rede Globo) e o poeta Mário Chagas. Ex-diretor do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Chagas lançou, na estréia de Roda de Leitura, em 2009, o livro Língua de Fogo.

 

Mauro Viana