Brasília – Nem Vicentinho, como queria a Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) – articulação de lideranças mais próximas ao PT -, nem Elói, como pretendia o grupo do ex-ministro Edson Santos, atualmente no poder: a nova ministra chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) é a socióloga Luiza Barrios, atualmente Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Bahia.

Ela aceitou o convite da presidente eleita Dilma Rousseff e se comprometeu a costurar apoio de movimentos sociais ao seu nome, como condição para que seja confirmada no cargo. Barrios, é gaúcha, ligada ao PT e preenche outros dois critérios adotados pela nova presidente: é mulher e negra.

Além de ter caído nas graças de Dilma, que teria se encantado com a sua desenvoltura, desde quando a presidente era ministra da Casa Civil, a nova ministra teve ainda a benção do governador baiano, Jacques Wagner. Com o anúncio de Barrios confirmada – já que o apoio dos movimentos sociais a que se refere são negociações com a UNEGRO (União de Negros pela Igualdade), corrente ligada ao PC do B, e com a própria CONEN, que reúne os negros ligados ao PT – saem derrotados, a própria CONEN, especialmente os negros de S. Paulo, e o grupo do ex-ministro Edson Santos, que apostou suas fichas na manutenção do atual ministro Elói Ferreira de Araújo, no cargo.

Em entrevista esta semana à Afropress o ministro celebrou o lançamento de um manifesto de lideranças do Rio em apoio ao seu nome e disse que aceitaria permanecer, preocupado em não criar constrangimentos à presidente eleita. Chegou a antecipar planos, caso viesse a ser convidado, como construir o Museu da Escravidão. Por sua vez, os apoiadores de Vicentinho também lançaram manifesto em que destacam sua história política no movimento sindical e a luta contra o racismo.

Da Redacao