Acra/Gana – Na visita a Acra, capital de Gana, na semana passada, o presidente Luis Inácio Lula da Silva foi recepcionado e homenageado pelo povo Tabom, grupo étnico pequeno, mas politicamente influente, que mantém-se unido desde o retorno do Brasil para onde foram trazidos no século XIX como escravos.
A origem do nome deve-se ao costume que os ex-escravos levaram do Brasil de terminar as frases com a pergunta “ta bom?”.
Lula – recebido pelo rei Nii Azumah 5º, que continua sendo o líder tradicional dos Tabom – foi o convidado de honra na inauguração da Brazil House, um museu que fica no interior de uma das principais favelas de Acra. O museu foi erguido na casa onde um grupo de oito famílias africanas, os primeiros Ttabom, foi em 1.829, após comprar a alforria de senhores de escravos baianos. Hoje, só em Acra, os Tabom têm cerca de 2 mil descendentes.
Com dois pavimentos e pintada de verde e amarelo foi restaurada pelo governo brasileiro com o apoio do governo ganense. Ao conduzir o visitante na visita ao museu, Azumah 5º estava em trajes tradicionais dos monarca Tabom – túnica, coroa e sandálias. Além de conhecer o trono de Azumah Lula assistiu ao desfile da escola de samba Tabom, com cerca de 100 integrantes.

Da Redacao