S. Paulo – O Movimento Brasil Afirmativo decidiu transformar o mês de Maio no mês de mobilização e luta em defesa do Estatuto da Igualdade Racial, que está em tramitação no Congresso desde 1.995. A idéia é lançar a segunda etapa do movimento pela coleta de 100 mil assinaturas que serão recolhidas em banquinhas nas ruas e passadas por lideranças favoráveis à votação do Estatuto, Igrejas e Associações de Moradores.
O projeto está parado na Câmara dos Deputados e o senador Paim disse que não acredita que seja votado tão cedo, se não houver mobilização da sociedade. Juntamente com a votação do Estatuto, o Movimento Brasil Afirmativo defende também a votação do PL 73/88, que cria cotas nas universidades estaduais e federais para alunos da escola pública reservando vagas para negros e indígenas de acordo com a presença desse segmento na população.
A segunda etapa da Campanha “Votação do Estatuto, já!”, deverá ser encerrada em julho, quando uma comissão seguirá para Brasília para entregar as assinaturas aos presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia, e ao presidente do Senado, Renan Calheiros.
Daniela Zeidan, que é responsável pela formatação do projeto da segunda etapa da campanha, como integrante do Coletivo de Direção do Movimento Brasil Afirmativo, disse que está buscando contatos com outros setores e entidades do movimento negro que não abandonaram a defesa do Estatuto, como é o caso da Rede Educafro, do Frei David e Marcos Antonio Zito Araújo, presidente da CONAD – Comissão do Negro e Assuntos Anti-Discriminatórios da OAB/SP.
Segundo ela, já estão sendo feitos contatos, inclusive, para preparar a vinda do senador Paulo Paim, para um debate, que marcará a abertura da segunda fase da campanha.
O Movimento em defesa do Estatuto, começou em julho do ano passado, como estratégia de mobilização para a Parada Negra de 2.006. Em setembro, em ação comum desenvolvida com a CUT, Inspir e Sindicato dos Comerciários, foram montadas bancas de coletas de assinaturas na Praça Ramos.
Serão retomados os contatos com essas entidades visando o desenvolvimento de ações comuns de mobilização, independente de divergências políticas e de encaminhamento.

Da Redacao