Araraquara/SP  – A advogada e militante do movimento negro e de mulheres paulista, Rita de Cássia Ferreira Correa, morreu nesta segunda-feira (06/06), vítima de um infarto fulminante, quando esperava um ônibus no Terminal de Integração, centro de Araraquara.

Rita fez 51 anos na semana passada e não deixa filhos. Ela presidiu a Comissão da Igualdade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) subseção de Araraquara de 2009 até o ano passado. Também dirigiu o SOS Racismo do Centro de Referência Afro “Mestre Jorge” e integrou o Conselho de Combate à Discriminação e ao Racismo na cidade.

Ativista destacada do movimento negro e de mulheres, sua última participação foi como delegada da Conferência Nacional de Mulheres, realizada no final do mês de maio, em Brasília.

Nascida em Marília, mas vivendo em Araraquara há muitos anos, ela deverá ser enterrada ainda hoje na cidade em que nasceu. Familiares da advogada estão se dirigindo a Araraquara neste momento para buscar seu corpo e velá-lo no Cemitério Municipal.

Consternação e tristeza

Segundo Alessandra de Cássia Laurindo, coordenadora do Centro de Referência Afro “Mestre Jorge”, a advogada e militante chegou a ser socorrida pela unidade do SAMU, mas já chegou morta na Unidade de Pronto Atendimento.

O infarto fulminante aconteceu no início da noite quando esperava ônibus para seguir para a casa, no Terminal de Integração. 

Alessandra disse que a sensação de ativistas e militantes na cidade é de tristeza e consternação: “A gente ainda quer acreditar que é mentira. O que guardo da Rita são sempre os momentos de alegria; ela era muito alegre e muito comprometida com o que fazia, como boa geminiana. Cobrava muito a postura da própria OAB, brigava muito para ter resultados. A gente sente muito o seu passamento. Estava se consolidando como uma liderança dentro do movimento. Nos deixa muito jovem, com tantos sonhos e com tanta luta a realizar”, afirmou.

 

Da Redacao