S. Paulo – O técnico do Santos, Wanderley Luxemburgo, está furioso com os protestos de setores da sociedade e das autoridades para coibir a onda de racismo que agora invade, inclusive os estádios brasileiros, como ficou demonstrado com o mais recente episódio de racismo envolvendo o zagueiro Antonio Carlos, do Juventude, pelo campeonato gaúcho. Ele classificou as reações de grande “bobagem” e disse que termos racistas são acontecimentos tradicionais do futebol e confessou que trata seus atletas negros das equipes que treina como “picolés de asfalto”.
Citou o caso de Pelé, um dos principais alvos de provocação dentro de campo. “Acho isso tudo uma grande bobagem. Antigamente, os adversários intimidavam o Pelé dizendo que dariam porrada no negão e nada acontecia. Era negão filho disso, negão filho daquilo. É a linguagem normal do futebol”, afirmou.
Luxemburgo, que já treinou as principais equipes brasileira e acabou de ter uma passagem medíocre comandando os galácticos do Real Madrid, disse ser adepto de termos depreciativos contra atletas negros para se comunicar com os seus comandados. ” O pessoal precisa entender que isso faz parte do futebol. Não pode levar para o outro lado. Eu mesmo chamo alguns atletas de “Picolé de Asfalto”, até porque tenho um pé na senzala”, concluiu.
“O pessoal precisa entender que isso faz parte do futebol. Não pode levar para o outro lado. Eu mesmo chamo alguns atletas de ‘Picolé de Asfalto’, até porque tenho um pé na senzala”, ironizou Luxa.

Da Redacao