O futebol brasileiro volta a protagonizar cenas de racismo. Desta vez o palco foi a Arena Grêmio, estádio do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, no jogo em que o dono da casa perdia por 2 a 0 para o Santos Futebol Clube, pela Copa do Brasil, quinta-feira, 27/08.

A derrota do Grêmio estava anunciada, quando um grupo de, aproximadamente, dez torcedores, iniciou uma onda de ofensas com teor racista, contra o Aranha, goleiro santista. O episódio foi denunciado pela vítima ao árbitro e aos cinegrafistas, que trabalhavam atrás da sua meta. As imagens não deixaram dúvida alguma quanto ao teor das manifestações, pois demonstraram uma nítida leitura labial da palavra MA-CA-CO, sendo verbalizada por alguns torcedores, ao mesmo tempo em que outro grupo emitia sons de primata, em direção ao jogador.

O Atleta ficou revoltado com a as manifestações e declarou que situações semelhantes são comuns no sul do país, só que desta vez os insultos foram mais explícitos e a televisão pôde mostrar.

O Racismo na população brasileira e suas manifestações estão expostas sobre as mais diversas formas e situações. No caso do futebol, a prática de chamar um jogador negro de macaco, imitar o som produzido por eles ou atirar bananas no gramado, são os artifícios mais eficazes para desestabilizar o atleta adversário.

Para minimizar ou até eliminar as atitudes racistas em nossa sociedade, podemos apontar dois caminhos: A Educação e a punição. A Educação é para as crianças, jovens e adolescentes, pois estão em fase de formação do caráter e da personalidade, ao passo que a punição deve ser aplicada aos adultos, pois estes, já estão com a sua opinião formada e a punição a pedagogia mais eficaz para essa faixa etária. A impunidade leva à reincidência,  haja vista os apelos feitos em estádios, times entrando em campo com faixas contra o racismo no futebol, e pouco se vê de positivo vindo das arquibancadas.

Tanto os torcedores quanto as equipes que os acolhem, devem ser responsabilizados pelos atos racistas, praticados no interior dos estádios. O racismo não é um problema só da população negra, é da sociedade brasileira e sua prática, deve ser punida com o rigor da lei.

 

Eufrate Almeida