S. Paulo – Uma manifestação em pleno salão verde do Congresso Nacional, em Brasília, para cobrar dos parlamentares a imediata aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e do PL 73/99, que cria cotas no acesso às Universidades, é o que pretende fazer a delegação do Fórum SP da Igualdade Racial, formado pela Rede Educafro, Movimento Brasil Afirmativo, Comissão do Negro e Assuntos Anti-Discriminatórios da OAB/SP, Sindicato dos Comerciários de São Paulo e dezenas de outras entidades do movimento negro e anti-racista brasileiro nesta quinta-feira (27/09).
Às 14h está marcada uma sessão na Comissão de Direitos Humanos do Senado, convocada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), autor do projeto, onde falarão as lideranças das entidades. O principal objetivo da viagem à Brasília é entregar nas mãos do presidente do Senado, Renan Calheiros e da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) 100 mil assinaturas que foram coletadas pelas entidades desde o ano passado, quando o Movimento Brasil Afirmativo lançou a proposta de levar o debate sobre o Estatuto e as cotas – até então muito restrito aos meios acadêmicos – para as ruas, defendendo a mobilização da sociedade para pressionar o Congresso.
Na reunião final de avaliação que ocorreu nesta terça-feira, (25/09), na sede da Educafro, ficou decidido que o ônibus sairá às 16h da Rua Riachuelo, centro de São Paulo, devendo chegar à Brasília no início da manhã desta quinta. Além dos ativistas e lideranças da capital, integram a caravana representantes de entidades de São Carlos, Botucatu, São Vicente e cidades da região metropolitana de São Paulo como Itapecerica da Serra e Suzano.
Mobilização
A coordenação do Fórum pretende ter encontros no Palácio do Planalto e ainda pela manhã desta quarta-feira foram retomados contatos com a ministra Matilde Ribeiro para que interceda no sentido de que um dos ministros (Walfrido Mares Guia, da Coordenação Política, Dilma Roussef, da Casa Civil ou Luiz Dulci, Secretário Geral da Presidência) receba os manifestantes.
Também foi solicitada uma visita à ministra Elen Gracie, presidente do Supremo Tribunal Federal. A proposta é estabelecer uma interlocução com os três Poderes da República, fazendo chegar às autoridades o apelo para que as matérias de interesse da população negra, sejam votadas imediatamente.

Da Redacao