São Paulo/Capital – Manifestantes de cerca de 200 coletivos de ativistas de todo o país se reuniram na tarde deste sábado (08/05), no vão do MASP na Avenida Paulista para pedir Justiça para os mortos de Jacarezinho e protestar contra o Governo Bolsonaro.

Sob o pretexto de uma operação para cumprir mandados de prisão, a Polícia do Rio matou 27 pessoas, na maior chacina promovida pelo Estado. Na maior parte das mortes há características de execução. Um policial foi morto.

A manifestação foi convocada pela Coalizão Negra por Direitos e começou por volta das 17h. O grupo ocupou a via e interrompeu o fluxo de carros e, perto das 18h30, caminhou em direção à Praça do Ciclista. A PM acompanhou os manifestantes.

Foi a primeira manifestação planejada para o “13 de Maio de Lutas”, data da abolição da escravatura, ocorrida em 1888.

A Coalizão pediu, entre outras coisas, uma investigação independente dos assassinatos, reparação às famílias das vítimas, responsabilização das forças policiais e um plano de redução da violência e letalidade policial.

Em manifesto publicado na internet, o grupo afirmou que “vivemos em um país no qual amanhã poderemos estar mortos. Seja pelo coronavírus, seja pela fome, seja pela bala, o projeto político e histórico de genocídio negro avança no Brasil de uma forma sem limites e sem possibilidade concreta de sobrevivência do povo negro”.