S. Paulo – A violência contra o poeta, cantor, compositor e rapper, James Banthu, que se prepara este ano para lançar seu primeiro CD, provocou a indignação dos artistas – poetas, cantores, músicos e rappers – da Cooperifa, movimento cultural de incentivo à leitura e a criação poética, que há 10 anos, se reúne no Bar Zé Batidão, na periferia de S. Paulo, sob o comando e a iniciativa do poeta Sérgio Vaz.
O próprio Vaz, indignado, tomou a iniciativa de lançar um manifesto em solidariedade a Banthu. “O impedimento de entrar no Banco seguido das inúmeras humilhações às quais foi submetido são completamente injustificados – dado que ele não levada nenhuma arma ou instrumento que pudesse colocar o banco em risco – e não se negou a abrir sua mochila para mostrar o conteúdo. Se ele não oferecia nenhum risco a segurança do banco, já que não estava armado, porque foi proibido de entrar?”, pergunta, e ele próprio responde: “Racismo!”.
Em pouco mais de 15 dias, cerca de 400 pessoas, na sua maioria, nomes novos no teatro, no música, e na literartura assinaram o manifesto. Segundo Banthu, o escritor Marcelino Freire, um dos mais destacados expoentes da nova safra de escritores brasileiros, com quem participou de um sarau recente, fez comentário se solidarizando com o que lhe aconteceu.
Poeta James Banthu faz a denúncia num sarau da Cooperifa.

Da Redacao